INTERROMPIDO POR TEMPO INDETERMINADO!
Há uns meses escrevi aqui:
Uns têm um “estilo”, José Mourinho. Outros têm mau perder, quase todos os outros treinadores. Quase todos acham que o Mourinho tem um “estilo”, seja lá o que isso for. Eu acho que o estilo dele é de mau perdedor, arrogante e malcriado. Quero lá saber que seja Português. Não são raros os portugueses com mau perder, arrogantes e malcriados. É só mais um.
Hoje faz mais sentido do que nunca. Mourinho não é razão de orgulho português. Se fosse razão de alguma coisa, e eu não gosto desta coisa de personificar sentimentos patrióticos nos indivíduos, já que é tornar colectivo algo que é individual, com a injustiça que isso acarreta para ambas as partes, seria razão de vergonha. Ganhar não é - não pode ser - tudo.
Não percebo os critérios na construção do plantel do Benfica. Tento, tento e não percebo. Rui Costa é uma desilusão. A frase anterior dói-me na alma escrever. Mas não há como escapar: se está de acordo com esta política de contratações, é igual ou pior ao Presidente e respectiva carneirada; se não está de acordo, tinha de bater com a porta. O Rui Costa dirigente envergonha o Rui Costa jogador.
Só médios são catorze. Das duas uma: ou alguns dos graúdos da época passada são vendidos, ou vamos ter de despachar metade dos que adquirimos esta época. E muitos deles não são jovens promessas, são jogadores principescamente contratados e melhor ainda pagos.
Obrigado Moreira. Obrigado Benfica. O Benfica não merecia o Moreira. O Moreira merece melhor que este Benfiquinha. Entretanto, queixem-se que o Porto ganhe e vá ganhando adeptos... Não é difícil perceber.
Se fosse eu que mandasse era mais ou menos assim:
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GR: |
Diego Benaglio (ex-Wolfsburgo), Moreira +1 da formação |
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DF: |
Maxi Pereira e Sílvio (ex-Braga) |
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DE: |
Coentrão e Carole |
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DC: |
Luisão, Sidnei, Roderick e Miguel Vitor |
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MD: |
Javi Garcia e Airton |
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MD: |
Sálvio e Ruben Amorim |
+1 mesmo bom que faça as duas faixas |
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ME: |
Gáitan e Urreta |
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MO |
Aimar, Martins e Lucho Gonzaléz (ex-Marselha) |
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PL |
Leandro Damião (ex-Internacional), Jara e Saviola* |
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*Se houvesse uma boa proposta pelo Saviola, e uma boa oportunidade de compra, também acho que era boa altura para remodelar completamente a frente de ataque.
1. O Benfica não é o FC Porto. O Benfica é o maior clube de Portugal (até quando?) e não pode ter um discurso provinciano, passar a música “cheira bem cheira a Lisboa” no intervalo dos jogos. Não pode, enfim, copiar a estratégia dos outros. Não é uma crítica ao FC Porto, é um elogio. Aproveitam o que de melhor têm no sentido de empolgar e motivar os seus. O Benfica tem de ter um discurso à Benfica. O Benfica é um clube popular, nascido do povo, de dimensão nacional, presente do Minho ao Algarve. É ainda um clube de dimensão internacional, fruto, essencialmente das ex-colónias portuguesas em África, e pela presença emigrante portuguesa em vários pontos do Mundo. É isto o Benfica. Relembrar: “E Pluribus Unum”.
2. O Benfica não é a Venezuela. No Benfica não se alteram as regras (os estatutos) a meio, nem se antecipam eleições, para perpetuar os seus dirigentes no poder (já agora, não se podiam antecipar as eleições para o final da época corrente?). O Benfica não é um albergue, é uma missão. Quem não pensar assim, não merece o Benfica. O Benfica é um clube marcadamente democrático, o mais democrático de Portugal. Em tempos de ditadura, segundo oiço, o Benfica era o único que fazia assembleias gerais concorridas e democráticas. Um clube, segundo alguns, de “Esquerda”, dado o seu cariz popular. Não sou de Esquerda em mais coisa nenhuma, mas no futebol: “E Pluribus Unum”.
3. O Benfica não é o Sporting. O Benfica nasceu para vencer. A nossa história é feita de vitórias. Não somos um clube de condes. Somos um clube do povo. O clube do courato e do garrafão de vinho. As direcções são eleitas, não existe transmissão de poder por decreto. Não perdemos e vamos fumar um charuto, beber whisky e comer caviar para conviver. Não existe lugar para conformismos.
A minha história: quando era pequeno, o meu avô, portista fanático, levava-me (obrigava-me!) a ver o FC Porto, no estádio. Fui ver alguns jogos. Daí, pode dizer-se, era portista (Benfiquista sem saber). Achava tudo muito engraçado, mas ia, via o jogo e vinha embora. Nenhum convívio, nos entretantos. Um dia fui ver o Benfica ao estádio. Excursão de camioneta (primeiro sinal de benfiquismo), paragem para comer e, pela primeira vez, senti o benfiquismo (o verdadeiro): partilha, convívio e família. “E Pluribus Unum”. Não existe disto em mais nenhum grande clube de futebol que conheça. É esta a nossa diferença. É difícil perceber?
Temos de mudar de vida. Mas parece-me que na próxima semana vamos ter um treinador novo e dois ou três jogadores anunciados. Até quando?
Não há pachorra para o comentário desportivo em Portugal. Eu não posso ter visto o mesmo Barça-Real dessa gente. Se foi o mesmo, será que as regras mudaram e o karaté é permitido? Ainda não percebi se o Adebayor entrou para jogar à bola ou às pernas dos adversários. O Real fartou-se de dar porrada. Lista de caceteiros a quem foi perdoada a expulsão: Carvalho, Diarra e Adebayor. Os comentaristas não viram? O Tadeia estava a dormir? …Dasse p´ra tanto provincialismo pacóvio. Mais: onde é que essa gente foi buscar a regra de que “quando não há intenção não há falta”? Se assim for, Fernando Aguiar, estás perdoado, come back.
Ao ler as principais medidas da Troika, só me apraz dizer que vieram cá fazer parte do que nós já devíamos mas não soubemos fazer, o que revela bem a nossa “incompetência” (será?). À parte do ponto da Banca, que não me sinto habilitado a comentar (apesar de não gostar em teoria), parece-me um programa sensato - quase um programa de governo -, com medidas que nem precisavam da crise para merecerem ser aprovadas, e do qual destaco positivamente as seguintes:
1. Aproximar os contratos a termo com os contratos sem termos é uma necessidade evidente e, valha-nos isso, só com a Troika é que isto lá vai. Acabar com esta vida de uns com direito a tudo e outros sem direito a nada. Pode ser que desta forma os sindicatos e as forças corporativas o permitam.
2. A reorganização administrativa do país, eliminando concelhos e freguesias, é outra necessidade. Não faz sentido termos juntas de freguesia separadas por uma estrada.
*Claro que existem outras medidas menos simpáticas, fruto da ânsia despesista dos socialistas (PS e PSD) que nos têm governado, mas isso, lá está, “é a vida”.
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1. Uns têm um “estilo”, José Mourinho. Outros têm mau perder, quase todos os outros treinadores. Quase todos acham que o Mourinho tem um “estilo”, seja lá o que isso for. Eu acho que o estilo dele é de mau perdedor, arrogante e malcriado. Quero lá saber que seja Português. Não são raros os portugueses com mau perder, arrogantes e malcriados. É só mais um.
2. Também gosto de alguns que têm esta tese: o Barcelona é a melhor equipa mas é muita ajudada. Não vêem aqui qualquer contradição de termos. Alguns são os mesmos que criticam os benfiquistas que reconhecem a supremacia do F.C.Porto mas acham que estes são muito ajudados, nos quais me incluo. Enfim, critérios conforme as circunstâncias.