Acho piada à discussão sobre a abertura do instituto do casamento a casais homossexuais. Acho um piadão aos defensores do não. É coisa de somenos importância, mas querem um referendo. Preocupam-se com as questões da adopção e parentalidade e esquecem que já existem homossexuais que têm filhos. Se os preocupa tanto que as crianças sejam educados por dois pais ou duas mães como gostam de frisar, então levem o seu argumento às últimas consequências e peçam a inscrição na lei de que os homossexuais não podem ter filhos (biológicos ou não) e ponto final. Uma espécie de “Big Brother is watching you”, isso é que era bonito. Assim, sem mais nem menos. Esta discussão faz-me lembrar quando foi a questão da IVG, do género, existem abortos e todos sabemos, é um crime e deve continuar a sê-lo, mas não queremos que ninguém seja punido. Mas o que mais me agrada é vê-los fugir do rótulo de homofóbicos como o diabo foge da cruz, o piadão supremo.
Mais: o facto de a adopção não ser negada aos casais homossexuais (o que não está em debate, mas já agora cá vai…) não quer dizer que as crianças para adopção vão todas ser adoptadas por homossexuais. Os pobres não estão excluídos de poder adoptar uma criança, o que não quer dizer que no interesse supremo do adoptado as questões económicas não sejam relevantes. Simplificando as coisas: entre um pobre e um rico, tudo o resto igual, é óbvio que um rico tem mais possibilidades de ficar com uma criança em processo de adopção do que um pobre. Aqui é exactamente igual. A questão do tipo de relacionamento entre duas pessoas deve ser um critério de decisão e não um critério de exclusão.
Já agora, nunca os vi muito incomodados, e desculpem as generalizações, com isto (a notícia é antiga mas não deve andar muito longe do que se passa hoje em dia).