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Abr 06
publicado por brmf, às 21:14link do post | comentar

Para todos aqueles que consideram a moção Fazer Futuro, da Juventude Popular, a ser apresentada no congresso do CDS, uma excelente linha orientadora de como o partido se deverá posicionar no espectro político Português, aconselho vivamente o artigo de Pedro Ferraz da Costa na revista Atlântico de Maio.

 

Não é que não concorde com a moção, mas como diria Pires de Lima, a serem concretizadas as ideias propostas por Pedro Ferraz da Costa, o partido tornar-se-ia mais sexy, ou seja, mais apelativo.  Um partido sem base de apoio não faz sentido. O CDS não precisa de ser um partido catch all, mas, pelo menos, tem que ter um apoio considerável para se afirmar como partido de poder.

 

Tenho dúvidas se as ideias de Pedro Ferraz da Costa fazem sentido no CDS. Pode ser considerado liberal de mais para um CDS tal como se apresenta actualmente à sociedade. Mas não me parece impossível, pelo menos, tentar "suavizar" a matriz cristã, particularmente católica, que marcam claramente a  "proposta de valor" actual do partido. Como diz Pedro Ferraz da Costa: é possível e desejável reconhecer a matriz católica sem ter uma visão "islâmica" da articulação entre a Igreja e o Estado.

Conseguido este desiderato, não tenho dúvidas que o CDS poderia abarcar entre si um número muito maior de apoiantes e quadros qualificados.

Se o CDS conseguir "suavizar a sua matriz cristã, não tenho dúvidas que poderá jogar um papel importante no plano político português. Caso contrário será sempre um partido à sorte dos ventos.  Um partido que tanto defende ideais liberais como defende interesses corporativistas momentâneos, às vezes os pescadores, outras vezes os reformados, outras os ex-combatentes.

Não é que estes não me mereçam todo o respeito mas para se afirmar como partido de poder terá que apresentar um projecto político global, um novo "paradigma" sem falsos moralismos (não implica necessariamente libertinagem) de governo do País.

Como diz Pedro Ferraz da Costa, terá que ser um partido anti-socialista, anti-burocrático , anti-confessional e de direita liberal .

É simples. É preciso coragem. De um artigo como este transformado em moção eu seria um grande apoiante sem quaisquer dúvidas.  

   

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