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Mai 06
publicado por brmf, às 11:42link do post | comentar

Neste post vou apenas cingir-me a comentar a postura de Emídio Rangel porque quanto aos outros, à excepção de JPP, todos saíram chamuscados do programa, até Ricardo Costa que apesar da razão na substância acabou por levar por tabela. Não tinha necessidade de entrar no jogo sujo de M. Maria Carrilho.


Quem ouvisse Emídio Rangel parecia que no seu tempo a SIC era um convento de beatas franciscanas (seja lá o que isso for) e que agora está para a comunicação social como o Elefante Branco para a diversão nocturna, ou seja, um antro dos maus caminhos (ou bons, como queiram). Ele que foi um dos “patrões” da comunicação social não conhecia agências de comunicação e o seu papel; desconhecia o mau jornalismo; desconhecia os poderes de influência; etc. Alguém acredita?


Uma agência de comunicação tem obviamente como função influenciar a opinião publicada, isso é indesmentível. Agora, isso não significa comprar opinião. Obviamente que M. Maria Carrilho com a postura demonstrada ontem não pode ambicionar ser popular entre os meios da comunicação social. Os jornalistas são pessoas e são obviamente influenciados como o Carrilho foi influenciado pela sua agência de comunicação para ter determinado comportamento em detrimento de outro. Já lidei relativamente de perto com uma agência de comunicação para acompanhamento de um evento empresarial, nada que tivesse a ver com política, e o que eles fazem é muito simples: tentam que saia o máximo de notícias sobre esse evento e positivas, obviamente. Como é que se pode influenciar positivamente um jornalista? Por exemplo, e é só um exemplo de muitos, fornecendo uma estadia agradável na cobertura do evento. Isto é pecaminoso? Não. E Carrilho sabe disso. É verdade que uma empresa pequena que não tenha orçamento para pagar estes serviços será provavelmente preterida (mesmo que até seja mais notícia) em detrimento de uma que possa pagar. Maria José Nogueira Pinto teve a mesma cobertura que Carrilho? Claro que não, e uma das razões (não só) foi o facto do seu orçamento ser inferior ao de Carrilho. Carrilho quis usar o poder mediático para ganhar eleições, agora acusa-o por não ter sabido perder as mesmas. É tão simples quanto isto. O resto é “cara de pau”.


Quanto à questão do bom e mau jornalismo: o programa Donos da Bola, no tempo de Emídio Rangel era um exemplo de bom jornalismo?


Emídio Rangel sabe como as coisas se passam, agora quer fazer-se passar pelo bobo da corte que foi enganado estes anos todos. Não lhe fica bem a vestimenta.

 

[Adenda às 18.33]

Como complemento este post sugiro dois textos, um de Pedro Mexia, outro de Pedro Lomba:

- "Pros e contras, RTP 1" de Pedro Mexia;

- "Prós e Contras" de Pedro Lomba.


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