29
Set 06
publicado por brmf, às 11:42link do post | comentar

"Sócrates reforça liderança e popularidade" (DN

...talvez falte mesmo um projecto de Direita* (ou melhor, Liberal)

*porque a Esquerda (a sério) também não vai lá muito bem

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28
Set 06
publicado por brmf, às 18:08link do post | comentar
Marcelo Rebelo de Sousa já tem o seu blog. Um blog alojado na página do jornal SOL
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publicado por brmf, às 11:16link do post | comentar

“ Em Portugal, o Estado foi sempre essencial. Foi essencial para o Marquês de Pombal, para o “liberalismo”, para Fontes, para a República, para Salazar, para o PREC, para Soares, para Cavaco e para Guterres. Nenhum governante conseguiu diminuir o Estado, e todos o aumentaram. No pós-25 de Abril, Portugal só cresceu como cresceu, e só se estabilizou como democracia porque o Estado foi um dos motores do crescimento e do emprego.”

["A “reforma” do Estado" por Domingos Amaral do DE]



Não sou especialista em História da Economia Portuguesa, mas lendo isto fico com vontade de rir. Especialmente vindo de um artigo publicado num jornal económico. Portugal cresceu por causa do Estado? Portugal cresceu apesar do Estado. Portugal aproveitou os fundos comunitários para se aproximar dos outros estados membros da EU; e aproveitou-os mal como agora se está a ver. Investiu em infra-estruturas físicas (algumas claramente desnecessárias) e num regime assistencialista que começa agora a demonstrar os seus problemas. Tal como nas doenças, existe um período de incubação onde apesar da presença da doença, ela não se revela no imediato. O que se passou com Portugal foi o mesmo. Apesar dum Estado desproporcional à grandeza do País, Portugal conseguiu “esconder” durante um período razoável de tempo, por via das ajudas comunitárias e também, é bom que se diga, por uma certa tensão pós-revolucionária uma crise que se adivinhava.

 


Obviamente, eu não o escondo, que no imediato um Estado socialista é mais eficaz, ou melhor, mais simpático para as populações. Contudo a longo prazo, como se tem verificado, este Estado não serve e apenas retira capacidade de investimento a quem a tem, reduzindo desta forma uma melhoria gradual da condição de vida das pessoas. Em Marketing, hoje em dia, fala-se muito em Marketing viral: “consiste em criar uma mensagem com conteúdo que possa ser absorvido pelas pessoas que entrem em contacto com a mensagem. O conteúdo tem que ser contagioso como um vírus, ou seja, tem que ser suficientemente apelativo para que as pessoas o passem adiante. Se assim for, a ideia passa a ser naturalmente disseminada pelos utilizadores, multiplicando-se a grande velocidade” (Fonte: Vector 21). Com um País mais livre, menos dependente do Estado, apesar da riqueza no início poder concentrar-se numa classe social mais favorecida, ela propagar-se-á como um vírus tal como acontece com uma mensagem bem construída.

 

Nesse momento, poderemos então falar de “riqueza viral”.

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publicado por brmf, às 10:37link do post | comentar
"Hugo Chávez usa imagem de Sócrates em campanha" (DN)
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27
Set 06
publicado por brmf, às 18:22link do post | comentar | ver comentários (3)

Querem enterrar um homem ainda vivo. Não percebo este celeuma todo à volta do treinador do Benfica. Não compreendo, nem me revejo no comportamento dos adeptos da minha equipa para com o nosso treinador.


O Fernando Santos pode não ser o melhor treinador do mundo, mas é um treinador muito regular, aquilo a que se costuma chamar na gíria, muito certinho. Regra geral, coloca sempre os melhores em campo.


O Koeman, que só inventava, tinha uma plateia simpática. Ano passado nunca vi lenços brancos apesar de todos os disparates do Koeman. Este ano qualquer coisa que corra mal, ou apenas menos bem, aparecem logo lenços brancos. Caramba, perdemos com o Manchester United, com o Boavista e empatamos com o Paços de Ferreira. Perder no Bessa não é tão estranho quanto querem fazer crer (perder por 3 ou por 1, os pontos são os mesmos); empatar no Paços é mau, é certo, mas vejam como perdemos (o Fernando Santos tem culpa de ter parado o cérebro ao Anderson?); perder com o Manchester United não é nenhuma catástrofe. Em princípio, ganhando os dois jogos em casa que nos faltam nesta primeira fase da Liga dos Campeões, passamos à fase seguinte, este grupo vai ser decidido por baixo, o segundo classificado do grupo vai ter poucos pontos, 7 a 8 pontos devem chegar para passar. Ainda no ano passado perdemos em casa com o Villareal e não vi quaisquer lenços brancos.


Mais: em bom rigor, o Fernando Santos ainda não falhou nenhum dos objectivos da época (é certo que se atrasou um pouco em duas competições, mas de forma remediável) e já cumpriu um dos objectivos da época: o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões.

    

Eu acredito.

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publicado por brmf, às 10:21link do post | comentar

Excelente artigo, este abaixo, publicado por José Miguel Júdice no Público sobre a lei que estabelece o “regime jurídico do associativismo jovem” e as respectivas regalias dos elementos das associações de estudantes. Gostei particularmente, pois é um tema que me é caro. Sempre olhei para as associações estudantis de forma crítica. Quando estudava achava que não serviam para nada a não ser para que se servissem delas. E, diga-se de passagem, continuo a achar o mesmo. E esta lei vem, de algum modo, reforçar este sentimento.


Sei que estou a ser injusto para muitos dirigentes estudantis que dão o seu melhor, com a melhor das intenções e de forma altruísta. Mas, na maioria dos casos, isto não corresponde à verdade. Na maioria dos casos, a associação de estudantes é o caminho mais fácil para aceder ao poder. E também para terem contactos privilegiados com o meio envolvente: as melhores ofertas de emprego através da associação de estudantes nunca chegam ao conhecimento do meio escolar, a não ser do grupo de amigos dos dirigentes. Neste grupo de amigos estão muitas vezes a comissão de Praxe. Através das associações de estudantes, as comissões de Praxe constroem o seu percurso. E os estudantes que não corroborem da necessidade das comissões de Praxe são, de grosso modo, vistos com desconfiança pela respectiva associação de estudantes. Não raras as vezes, os dirigentes da associação de estudantes são os mesmos da comissão de Praxe.


Esta foi a visão com que fiquei da associação de estudantes do meu Instituto, e das associações de estudantes em geral, no meu percurso académico e que, de certa forma, o artigo abaixo corrobora.



«…quaisquer 20 estudan¬tes, do ensino básico ao superior, podem constituir uma "associação juvenil"; estas podem ser consideradas "associações de estudantes" desde que sejam constituídas em assembleia geral convocada por 10 por cento dos estudantes a representar.
Essas associações (que podem ser de alunos de escolas primárias!) têm direito de antena, direito a isenções e benefícios fiscais, direito a instalações nos estabe¬lecimentos de ensino (e, se forem várias em cada estabelecimento, terão direito a várias instalações), direito a serem ouvidos para emitir pareceres sobre legislação de ensino e a serem consul¬tadas pêlos órgãos de gestão das escolas.
Mas os seus dirigentes (en¬tre 5 a 20 por cada associação, dependendo da respectiva dimensão) têm ainda mais alguns relevantes direitos, que decorrem do "estatuto de dirigente associativo jovem": relevação das faltas a aulas (quando tenham de comparecerem reuniões dos órgãos a que pertençam ou - sic - para participarem "em actos de manifesto interesse associa¬tivo"), requerer exames em épocas espe¬ciais, adiar a apresentação de trabalhos e relatórios, ter datas especiais para testes. Sendo trabalhadores por conta de outrem, podem gozar de um mês de licença sem vencimento por ano.
Já sabíamos o que é a demagogia dos partidos políticos em relação às suas juventudes, todos conhecemos histórias de dirigentes juvenis profissionais (que tanto eram estigmatizados pelo actual Presidente da República, e com toda a razão), ninguém desconhece que tais jovens dirigentes juvenis profissionais são deputados, controlam gabinetes governamentais, são essenciais para os banhos de multidão em que os líderes po¬líticos se convencem de que são popula¬res, e sem eles é difícil ganhar congressos partidários.
Mas também todos sabemos que o Go¬verno está a tentar acabar com inadmis¬síveis privilégios custeados pelo erário público e pela economia nacional, de que são exemplos os milhares de sindicalistas que são pagos pelo Estado e se dedicam em full time a sindicalizar. Isto é, julgava-se que quem manda no Estado português se tinha finalmente convencido de que este fartar vilanagem não pode - por razões simbólicas e por motivos financeiros -continuar.
É nesta conjuntura que entra em vigor esta disparatada e insensata Lei da Repú¬blica, que tem preços e custos e, sobretudo, que cria hábitos e vícios e que corrompe a cidadania.
...Esta lei tem preços e cus¬tos, como é óbvio, que muito ultrapassam as vantagens que produz. Basta pensar nas milhares de cópias de centenas de projectos que te¬rão de lhes ser enviados, no tempo que se vai consumir em intermináveis reuniões que poderão ser exigidas por crianças como o meu neto mais velho (daqui a dois anos, quando entrar na escola primária), na desestruturacão que tudo isso gera na gestão das escolas e na natural tendência que muitos professores qualificados terão para não estar dispostos a dirigir escolas e com isso a ter de aturar garotos. E tem preços e custos este regabofe de faltar a aulas, ter épocas especiais de exame, fa¬zer testes quando lhes apetecer, entregar trabalhos só quando lhes der na real gana; ou melhor, sejamos rigorosos, quando fo¬rem agendados pêlos interessados "actos de manifesto interesse associativo"...
Esta lei corrompe a cidadania, e isso ainda me parece mais grave. Sou desde sempre defensor da participação dos estudantes na vida cívica e, nela, na vida escolar. No meu tempo de estudante liceal e universitário fi-lo com algum prejuízo para a minha instrução e com grande vantagem para a minha formação. Mas criar exércitos de cidadãos privilegiados apenas porque se dedicam - ou fingem dedicar-se - a causas de cidadania é con¬tribuir para acentuar a terrível divisão entre "nós" e "eles" e para a consequente estigmatização dos "políticos".
Exercer a cidadania deve ser - e sobre¬tudo entre jovens - um impulso generoso e idealista, um combate que exige sacrifí¬cios, custos e renúncias, cuja gratificação decorre da sensação de se estar a lutar por um mundo melhor. Quando a opção de fa¬zer política juvenil se confunde com sinecuras e com privilégios, o resultado tende a ser que onde havia idealismo passe a haver oportunismo, onde havia genero¬sidade passe a ocorrer carreirismo, onde se antecipavam sacrifícios se ganhem facilidades. E deste modo se perpetue o mau modelo de civismo e de prática da democracia em que nos atolamos.
Actualmente, muitos dos que se dedi¬cam à política ainda o fazem na memória desses tempos e dessas práticas de ide¬alismo, sacrifício e renúncias. Por este andar, serão substituídos por habilido¬sos que começaram a fazer "política" na pré-primária e com isso a exigirem duas chupetas em vez de uma só.
De pequenino é que se torce o pepino. Pois é. Continuem a fazer leis destas e depois não se queixem.»

[José Miguel Júdice no Público, link indisponível]

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25
Set 06
publicado por brmf, às 11:18link do post | comentar

"Com o nosso silêncio, talvez os fanáticos fiquem em paz. Claro que existe sempre a possibilidade de até o silêncio os perturbar. Nada que uma boa conversão em massa não resolva."

 João Pereira Coutinho no Expresso


22
Set 06
publicado por brmf, às 15:52link do post | comentar

Nas questões do futebol, área sem semelhante, a emoção suprime sempre a razão. Por isso logo lá estarei na capital do móvel. Mas é uma supremacia relativa, o bilhete foi de borla :).

Bom fim de semana.


publicado por brmf, às 10:35link do post | comentar | ver comentários (2)

Lamentável aquela postura de estar sempre a afirmar a sua seriedade. Tantas vezes diz que é sério que até parece que não o é (não faço juízos de valor, apenas analiso a sua postura na entrevista).

Mas numa coisa esteve bem e demonstrou coerência: relembrar o processo Apito Dourado. Afinal ele é um dos envolvidos, senão neste processo, nesta lama que envolve o futebol. Ao chamar isto para o debate provavelmente estará a arranjar lenha para se queimar, mas ainda bem. Neste aspecto foi coerente, apela a uma investigação que o pode prejudicar a si. Aparenta não ter medo. Ainda bem, é bom sinal.


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21
Set 06
publicado por brmf, às 16:34link do post | comentar

Medidas avulsas que não alteram o paradigma, mas que vão no sentido correcto. O trabalho da Direita realizado por um partido de esquerda:

A partir de agora vai ser necessário aos funcionários públicos apresentarem uma declaração do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para obtenção de “baixa”. O objectivo, segundo o Executivo, é aproximar o regime público do privado.
Segundo o Governo, a lógica que presidiu a este  diploma "foi a necessidade de convergência entre o regime de justificação de faltas na administração pública e o regime geral que vigora no país".
A partir do momento em que o diploma entrar em vigor, deixa de bastar ao funcionário público, para comprovação da sua doença e justificação da sua falta, a emissão de um atestado médico. O funcionário público terá de justificar a sua falta por incapacidade temporária com uma declaração emitida "pelas entidades competentes do Serviço Nacional de Saúde, que se tornará o único meio de prova idóneo para justificar faltas por doença".

(Fonte: Rádio Renascença) 


18
Set 06
publicado por brmf, às 15:47link do post | comentar | ver comentários (2)
Não sei se o Papa interpretou mal ou não os preceitos religiosos do Islão, mas isso também não interessa para nada. O Papa emitiu uma opinião, não sei se acertada ou não. Os fiéis do Islão não gostaram; estão no seu direito. Não podem é reagir como reagiram e obrigar o mundo Ocidental a pedir desculpa. Mas isso não me incomoda, o que me incomoda é que alguns ocidentais tenham ido na cantiga.

Daqui a nada só nos falta arrear as calças…

13
Set 06
publicado por brmf, às 14:54link do post | comentar

Ensaio sobre a cegueira de Domingos Amaral no DE:

"De um lado, uma esquerda cega, enraivecida com Bush, conspirativa e desculpabilizadora perante o terrorismo; do outro, uma direita cega, incapaz de perceber que a opção militar de luta ao terrorismo foi um fiasco colossal. Em ambos os casos, a mesma incapacidade para evitar excessos ou colar-se a dogmas, a mesma necessidade de marcar uma diferença ideológica interna, ou vá lá, ocidental, como se existissem dois ”Ocidentes”, o planisfério da direita e o planisfério da esquerda."

Este texto reflecte muito daquilo que eu penso. A discussão esbate sempre no campo ideológico.  Sinceramente não compreendo esta necessidade de entrarmos sempre pela dictomia Direita vs Esquerda. O terrorismo e o seu combate de ideologias políticas têm muito pouco.

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