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Mai 08
publicado por brmf, às 12:23link do post | comentar

Não sendo um especialista do sector dos combustíveis, como diz Ferreira de Oliveira, presidente da Galp - ao que parece, segundo ele, só os especialistas podem ter opinião (“Perturba-nos que pessoas não preparadas se transformem em especialistas do sector”) – parece-me que o problema não está na liberalização dos preços dos combustíveis. O problema está na falta de concorrência. Porque a concorrência só existe na distribuição e comercialização; a produção pertence aos três maiores players do mercado: Galp, Repsol e BP. A este respeito registo a opinião de António Costa Silva, presidente executivo da Partex Oil and Gas, a petrolífera da Fundação Gulbenkian, que “defende a aplicação do unbundling - separação total de actividades entre a produção, transporte, refinação, distribuição e armazenamento -, com um real acesso por parte de terceiros às infra-estruturas de rede”.
Porque é que a distribuição de combustíveis em grandes superfícies é residual, ao contrário da França? Não acredito que os Hipers não tivessem interesse neste mercado. Basta ver as filas intermináveis que a bomba do Jumbo, junto ao Parque Nascente, apresenta. A presença do Estado Português na Galp (faz sentido um accionista não querer ter lucro?) é um dos factores que distorcem o mercado, o que inviabiliza desde logo toda e qualquer concorrência sã. Estado a mais, concorrência a menos.
 

(Publicado previamente no IM)


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