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Jul 08
publicado por brmf, às 18:04link do post | comentar

Li num blogue que, “em Portugal, todas as pessoas são competentes e sérias até terem opiniões contrárias às nossas”. Não poderia estar mais de acordo. Mas até aqui nada de anormal. O que já me causa estranheza é argumentação falaciosa de alguns agentes. No comunicado do FCP, em opinião ao Parecer do Prof. Freitas do Amaral, depois de uns pontos que tratam questões objectivas do Parecer – nada a opor -, tinha de vir a desonestidade:

 

« ao longo de muitas décadas, o País habituou-se a visualizar duas personalidades distintas na figura de Freitas do Amaral: o Professor moderado e, sobretudo nos últimos anos, o político que em quase tudo o que diz e faz parece apostado em desmentir a imagem do universitário. Infelizmente, estamos em crer que foi a figura do político que emergiu neste “Parecer” »

 

Mais uma passagem de olhos pelos jornais e a desonestidade volta à estampa, agora com a opinião de Álvaro Braga Júnior, presidente do Boavista F.C:

 

« Nunca pediria um parecer a Freitas do Amaral por todo o seu passado recente. Gosto das pessoas que caminham em linha recta »

 

Seria interessante ouvir a opinião de ABJ sobre o que considera “pessoas que caminham em linha recta”. É que eu não sei o que são, pelo menos no contexto que subentendo às palavras proferidas. O Prof. Freitas do Amaral foi um dos fundadores do CDS e, após isso, apoiou diferentes partidos em diversas eleições, nomeadamente o PSD de Durão Barroso, em 2002 e o PS de José Sócrates, em 2005. Se é isso que ABJ classifica como não caminhar em “linha recta”, o que dizer de alguém que já trabalhou no F.C.Porto, Benfica, Boavista, entre outros clubes rivais? Para mim, não tem nada de mal, mas no conceito de ABJ deve ter, a avaliar pelo juízo que faz dos outros. Isto vindo de alguém que a coisa mais conhecida que fez publicamente foi a de “sacar” uma indemnização choruda ao S.L.Benfica – mal explicada, por sinal - aquando da sua passagem por lá, não deixa de ter a sua graça. Mas, adiante.

 

Tenho um livro em casa que se chama “Cem argumentos”, de Paulo Morgado. O título pode ler-se em duplo sentido: “Cem Argumentos”, porque realmente são 100 argumentos apresentados; e “Sem Argumentos”, porque procura demonstrar que nem tudo o que parece, é. Estes argumentos de F.C. Porto e do ABJ são aquilo que se pode chamar de argumentos falaciosos categorizados nos “Argumentum ad hominem”, ou seja o ataque ao argumentador. São argumentos que podem persuadir os mais desatentos, mas a mim não me criam mais do que repulsa e a confirmação do carácter de quem os apresenta.

 

O Prof. Freitas do Amaral foi convidado a dar um Parecer enquanto Professor e especialista de Direito Administrativo. O político não é para aqui chamado.

 

P.S.: ao chamar à conversa a história do SLB, eu sei que cometo o mesmo erro que aponto no texto. Mas se Jesus oferece a outra face, eu não; respondo.
 

(Publicado também aqui)


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Rádio Sevilha a 28 de Julho de 2008 às 23:33

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