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Ago 08
publicado por brmf, às 11:00link do post | comentar

Anda tudo a cascar nos atletas olímpicos portugueses, acusando-os de falta de brio profissional. Estes dias ficaram marcados por afirmações muito infelizes de Vicente Moura, Vanessa Fernandes e do Presidente da Federação Portuguesa de Natação (FPN), Paulo Frischknecht.

 

Começando por Vanessa Fernandes. A maioria dos bloggers elogiou as declarações de Vanessa, em que esta faz acusações de falta de empenho e de brio profissional aos seus colegas participantes nos JO. Considero essas afirmações muito infelizes. Apesar de ser uma grande campeã, Vanessa deveria escusar-se a acusar os seus colegas. Até pode ter razão em algumas das coisas que disse, mas este não era o momento para o ter declarado. Após uma boa prestação na prova do triatlo, é muito fácil criticar os demais. Gostava de ver se tinha a mesma coragem se a prova lhe tivesse corrido menos bem. Tinha muito tempo para prestar este tipo de declarações depois dos JO, garantindo algum tempo de distância entre o fim dos JO e a sua opinião. Aí entenderia e aplaudiria. Aliás, não entendo o regozijo da imprensa e de muitos bloggers com a opinião da Vanessa. Se ela sabia que alguns atletas não se preparavam correctamente que o afirmasse antes; agora cheira a oportunismo.

 

Mas piores ainda foram as afirmações do presidente do Comité Olímpico Português (COP), Vicente Moura. Acusou os atletas do mesmo que a Vanessa. A ele ainda lhe fica pior. Mais lamentáveis e incompreensíveis. Se ele sabia que alguns atletas não estavam a cumprir as indicações que as federações e o COP forneceram, tinha meios para actuar. Da mesma forma que as bolsas olímpicas são atribuídas, existem formas de retirar as mesmas a quem não cumpra com as exigências que uma bolsa olímpica certamente requererá.

 

Por fim, surgem as afirmações do presidente da FPN, Paulo Frischknecht. Dirigiu críticas a um atleta em particular, ao Tiago Venâncio. Afirmou que este não cumpriu o plano delineado pela federação para o atleta. Se assim é, tinha uma coisa muito simples a fazer: comunicava esta situação ao COP; e aí o COP devia retirar-lhe imediatamente a bolsa olímpica. Neste momento estas afirmações são desajustadas. Isto é, se o Tiago Venâncio tivesse uma boa prestação, o mérito era de todos (inclusive da FPN); como ele teve uma péssima prestação, a culpa é somente do atleta.

 

Nota final: Parabéns à Vanessa Fernandes e ao Benfica por ser o único clube português com um atleta medalhado em Pequim. É que não será certamente só com a bolsa olímpica que a Vanessa sobreviverá.
 

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