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Nov 10
publicado por brmf, às 22:45link do post | comentar

Eu não sou arquitecto e posso estar a escrever um conjunto de disparates, mas cá vai. No fim-de-semana passado andei pela Beira Litoral, por zonas rurais. Pensava eu que ia ver belas construções térreas adaptadas a uma zona rural. Puro engano. A maioria das construções, excepção feita aos centros das vilas e às moradias mais luxuosas, são mamarrachos construídos em altura. Em zonas onde o terreno é (ou devia ser) barato e farto, onde a construção em altura só beneficia o promotor do empreendimento, porquê continuar com este modelo de desenvolvimento que só retira beleza as aldeias e vilas típicas de Portugal? Não consigo compreender. Duvido, aliás, que a construção em altura seja mais barata que a construção térrea a longo prazo. Imagine-se que é necessário pintar a casa: é bem mais fácil pintar o exterior de uma casa térrea do que o exterior de um apartamento. No primeiro caso, com um pouco de habilidade e vontade, o proprietário poderá fazê-lo por si, no segundo caso, quase de certeza, que terá de recorrer a um profissional. Mais: retira beleza e retira capacidade de as pessoas produzirem alguns sustentos alimentares, por exemplo através de uma pequena horta, o que numa altura de crise poderia ser muito útil. É também por isto, que prova mais uma vez a cultura do betão imposta, que o futuro de Portugal não se apresenta nada risonho.


 Tomei conhecimento, num documentário sobre os Himalaias, do conceito " aceitação radical" que segundo alguém dizia era a atitude dos habitantes daquelas paragens em relação à natureza do lugar. A mesma atitude desenvolvi em relação à conservação do património arquitectónico, (ou outro), em Portugal. Limito-me a observar como se gastam alguns milhões a construir vivendonas tipo bolo de noiva na Quinta do Lago e Vale de Lobo enquanto por todo o Algarve se desmoronam as velhas e bonitas quintas de "agricultor rico". Olhe, para ter uma ideia vá ao Restelo e aprecie as mansões das nossas elites do século XX e está tudo explicado. Até a situação económica e social do país. Agora, a meninada de raiz aristocrata e da direita anda sempre com o rabo em NYC e lê os clássicos mas os papás tinham como grande escritor Max du Veuzit e as Selecções do Readers Digest.
Algarvio a 13 de Novembro de 2010 às 06:49

BOM NATAL!
Dylan a 24 de Dezembro de 2010 às 00:49

Bom Natal, para si também. Cumptos.
brmf a 24 de Dezembro de 2010 às 10:06

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