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Mai 11
publicado por brmf, às 20:53link do post | comentar

1. O Benfica não é o FC Porto. O Benfica é o maior clube de Portugal (até quando?) e não pode ter um discurso provinciano, passar a música “cheira bem cheira a Lisboa” no intervalo dos jogos. Não pode, enfim, copiar a estratégia dos outros. Não é uma crítica ao FC Porto, é um elogio. Aproveitam o que de melhor têm no sentido de empolgar e motivar os seus. O Benfica tem de ter um discurso à Benfica. O Benfica é um clube popular, nascido do povo, de dimensão nacional, presente do Minho ao Algarve. É ainda um clube de dimensão internacional, fruto, essencialmente das ex-colónias portuguesas em África, e pela presença emigrante portuguesa em vários pontos do Mundo. É isto o Benfica. Relembrar: “E Pluribus Unum”.

 

2. O Benfica não é a Venezuela. No Benfica não se alteram as regras (os estatutos) a meio, nem se antecipam eleições, para perpetuar os seus dirigentes no poder (já agora, não se podiam antecipar as eleições para o final da época corrente?). O Benfica não é um albergue, é uma missão. Quem não pensar assim, não merece o Benfica. O Benfica é um clube marcadamente democrático, o mais democrático de Portugal. Em tempos de ditadura, segundo oiço, o Benfica era o único que fazia assembleias gerais concorridas e democráticas. Um clube, segundo alguns, de “Esquerda”, dado o seu cariz popular. Não sou de Esquerda em mais coisa nenhuma, mas no futebol: “E Pluribus Unum”.

 

3. O Benfica não é o Sporting. O Benfica nasceu para vencer. A nossa história é feita de vitórias. Não somos um clube de condes. Somos um clube do povo. O clube do courato e do garrafão de vinho. As direcções são eleitas, não existe transmissão de poder por decreto. Não perdemos e vamos fumar um charuto, beber whisky e comer caviar para conviver. Não existe lugar para conformismos.

 

A minha história: quando era pequeno, o meu avô, portista fanático, levava-me (obrigava-me!) a ver o FC Porto, no estádio. Fui ver alguns jogos. Daí, pode dizer-se, era portista (Benfiquista sem saber). Achava tudo muito engraçado, mas ia, via o jogo e vinha embora. Nenhum convívio, nos entretantos. Um dia fui ver o Benfica ao estádio. Excursão de camioneta (primeiro sinal de benfiquismo), paragem para comer e, pela primeira vez, senti o benfiquismo (o verdadeiro): partilha, convívio e família. “E Pluribus Unum”. Não existe disto em mais nenhum grande clube de futebol que conheça. É esta a nossa diferença. É difícil perceber?

 

Temos de mudar de vida. Mas parece-me que na próxima semana vamos ter um treinador novo e dois ou três jogadores anunciados. Até quando?


Não acho que a música "cheira bem, cheira a Lisboa", seja para afrontar alguém. É um pequeno bairrismo.
Também não acho que o presidente do Benfica se queira perpetuar no clube. LF Vieira não precisa do futebol para nada.
Dylan a 18 de Maio de 2011 às 15:07

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