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Mar 06
publicado por brmf, às 10:26link do post | comentar
" No dia Internacional da Mulher, o PS entrega na Assembleia da República, um projecto-lei que pretende obrigar os partidos a incluírem nas listas eleitorais pelo menos um terço de candidatos de ambos os sexos. "(TSF)

 

Este é um projecto de lei desprovido de qualquer sentido, senão analisemos as seguintes questões:

  1. Devem os políticos com o intuito de rejuvenescer a classe política impor quotas de jovens no acesso aos cargos políticos?
  2. Deve um entidade externa (o PS) meter-se na vida privada de uma outra entidade (os outros partidos) impondo uma orientação a esta?

Obviamente que as respostas às questões acima enunciadas é NÃO.

Apesar de ser uma facto real, as mulheres estarem em minoria nos cargos de poder político, isso não significa que se devam impor quotas, porque se não, pela mesma lógica, a resposta à pergunta 1 teria que ser sim.

As mulheres foram no passado, o género discriminado, era socialmente aceite, que não tinham os mesmos direitos que os homens. Eram vistas como sendo para estar em casa a cuidar da família e das tarefas domésticas. Isto mudou, felizmente.

As mulheres já tomaram conta das universidades, por mérito próprio (Por favor, não imponham quotas de homens nas faculdades). Trabalharam mais para suprir uma discriminação que era evidente. Com as mesmas possibilidades, encararam o estudo com mais responsabilidade.

Quanto ao exercício de poder político ainda estão em clara minoria. Mas isto vai mudar, não tenham dúvidas. Os políticos de agora, são os alunos das universidades de há 20, 30, 40 anos. Portanto são ainda maioritariamente homens. Daqui por 10 anos, o campo de recrutamento para a política será muito maior na campo feminino. E elas, com mérito, irão por certo, ser maioritárias aqui, como nos outros domínios.

Outra razão para me levar a ser contra, é que esta lei, a ser aprovada, só iria levar a existir maior incompetência na política. As imposições nunca são boas. O incentivo à mudança é que leva a validade dessas mudanças. Quantas mulheres do actual parlamento são familiares aos portugueses? Muito poucas. Tirando aquelas "famosas" que por um motivo ou outro puderam e conseguiram emancipar-se mais cedo da discriminação existente no passado.

Não tenho dúvidas, por exemplo, que se a Manuela ferreira Leite se candidata-se contra o Marques Mendes no último congresso do PSD ganhava. E porquê? Não é por se mulher, é porque apresenta na opinião pública maior competência.

 

Depois ainda existe outra questão, que é o facto do PS querer imiscuir-se na vida privada dos outros partidos. Como liberal, não posso aceitar que terceiros se metam na vida privada de outrem. Isto é, esfera privada. Se alguém pode colocar objecções dentro do partido são as próprias mulheres (ou não) desse mesmo partido.

 

A raiz de recrutamento dos partidos e em consequência do poder político deve ser única e exclusivamente a competência e produtividade. Após se ter extinguido o gap temporal de que falei, ou seja, a entrada posterior da mulheres nas faculdades (temos que queimar esta etapa), não tenhamos dúvidas que a competência vai imperar, seja ela masculina ou feminina.

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