15
Out 12
publicado por brmf, às 10:50link do post | comentar

 

(Desfile de Nuno Gama, no ModaLisboa - via Facebook, RiseUp Portugal)


publicado por brmf, às 10:41link do post | comentar

Excelente entrevista da qual destaco (mas vale a pena ler tudo):

 

"Os votos em branco – e não as abstenções – deviam estar representados no parlamento por lugares vazios. Tinha duas vantagens. A primeira era trazer pessoas que não votam para dentro do sistema – qualquer dia temos uma vastíssima maioria de pessoas que nem vota, e isso é muito grave do ponto de vista da legitimidade democrática. Em segundo, levaria a que os partidos competissem entre eles, mas também que ganhassem confiança do seu eleitorado. Assim eles estão relativamente indiferentes ao aumento da abstenção. Além disso, uma pessoa – e já me aconteceu a mim – que vai votar e vota em branco tem, politicamente um voto muito significativo, quiçá mais do que votar num partido, porque significa que não dá confiança a nenhum dos partidos. No entanto, é democrata e foi votar. Mas hoje esse voto soma às abstenções, o que é uma mentira."

 

À distância, pode dizer-se que foi um dos melhores ministros das finanças que este País já conheceu. Ele avisou e poucos o escutaram - faço mea culpa.


12
Out 12
publicado por brmf, às 14:49link do post | comentar

Eu também faço parte de uma “raça de homens” que paga o que deve. Mas o problema não é esse. O problema é que o Estado, por culpas várias, não pode pagar a toda a gente que deve no prazo estipulado. E este governo tem escolhido sempre pagar aos credores financeiros da dívida pública. E nunca aos credores de trabalho, quer aqueles que descontaram toda a vida para ter uma reforma condizente, quer todos aqueles que têm vindo a ver os seus rendimentos brutalmente reduzidos apesar dos contratos sociais e laborais assinados e que entretanto foram “rasgados”.

A escolha é entre não pagar ou pagar tarde e mal. Eu sei que qualquer escolha é péssima, mas, infelizmente, não temos alternativa. Como estão as coisas corremos o risco de não pagar nada. Estamos na presença de um ciclo vicioso, apesar do governo nos querer vender a ideia do ciclo virtuoso.


03
Out 12
publicado por brmf, às 16:48link do post | comentar

As novas medidas de austeridade são más? São.

São melhores que a alteração de responsabilidades com a TSU? São.

 

A diferença é esta: antes os trabalhadores privados financiavam os empregadores e o Estado; agora os trabalhadores privados financiam parte da devolução dos subsidios aos funcionários públicos e o Estado. Com uma vantagem: é um esforço progressivo. Quem ganha mais contribui mais. Na minha análise é tão simples quanto isto.

 

À data da tomada de decisão, a medida anterior não tinha consequências sobre défice, apenas tentava - julgo sem sucesso - contornar uma decisão do TC; esta tem consequências sobre o défice (a menos que o subsidio dos FP seja encarado como um prémio).

 

Deixando de lado a comparação entre medidas: isto vai agravar a recessão. E a dívida vai continuar a aumentar. Sem cortar a despesa a sério e renegociar a dívida não temos saída. Enquanto considerarmos os contratos com os credores mais importantes do que os contratos com os portugueses e os trabalhadores não vamos a lado nenhum. Forte com os fracos; fraco com os forte.


publicado por brmf, às 13:08link do post | comentar

Grassa por aí a ideia que uma fornada ímpar de jogadores faz o Barcelona (exemplo). É uma ideia vastamente difundida. Segundo estas pobres almas, com aqueles jogadores, o Barcelona tinha obrigação de fazer mais e melhor. Mais significa para eles atacar mais; e melhor significa ser mais incisivo no ataque. Pormenor a mais ou menos é isto que defendem. É o que se pode chamar de um “erro de concordância entre o sujeito e o objecto”.

Meus caros, foi o Barcelona que tornou um conjunto de indivíduos reunidos numa fornada ímpar de jogadores. Desconfio que Busquets não passasse de um médio mediano em qualquer equipa. Desconfio que Piquet fosse um central banal em qualquer equipa. Desconfio que o próprio Xavi fosse apenas um bom jogador em qualquer equipa. Lembremo-nos que Xavi joga no Barça como titular desde os 20 anos e não é hoje o que era nos inícios da carreira. Desconfio até que o Iniesta não fosse mais do que um bom jogador em qualquer equipa. Para não falar do Villa, Pedro Rodriguez, Puyol. Claro que têm um extraterrestre, mas esse não conta, não é ele que faz o Barcelona actual; aliás, é o Barcelona que exponencia o seu génio. O Barcelona é único porque revolucionou o futebol desde a chegada de Don Pepe. Já sei que também ganhou com Riijkaard, mas não com este futebol. Basta verificar que o jogador mais caro contratado durante este período foi o que menos sucesso teve apesar de ser uma estrela mundial, Ibrahimovic. No dia que o Barcelona “fizer muito mais do que apenas trocar a bola e voltar a trocá-la”, deixará de ser o Barcelona da fornada ímpar de jogadores. Se o Barcelona quisesse golear os adversários não terminava os jogos com “770 passes correctos e 76% de posse de bola”. O Barcelona “termina os jogos com 770 passes correctos e 76%” porque “troca a bola e volta a trocá-la”. Podia jogar diferente? Podia. Mas não era a mesma coisa. Nem os jogadores, apesar de ostentarem a camiseta com os seus nomes gravados, seriam os mesmos.


28
Set 12
publicado por brmf, às 12:02link do post | comentar

"Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros?"

 

Qual é a diferença disto e da Eutanásia? É pior - é deixar morrer lentamente.

 

Claro que há desperdício na Saúde e deve ser cortado. Claro que, p.e, na escolha de dois medicamentos com resultados similares cientificamente comprovados deve-se optar pelo mais barato. Etc, etc. Mas não se pode justificar a indignidade com a crise. Não se pode proibir as pessoas de pôr fim à sua vida por livre iniciativa e ao mesmo tempo não lhes prestar cuidados que minorem, pelo menos, o seu sofrimento.

 

Há tanto por onde cortar...

 

Quem ler a imprensa e certa bloga julga que nós gastamos o que temos e o que não temos. Isto não é verdade. As projecções do ministério das finanças apontam para um saldo primário positivo no período 2012-2016. O nosso problema é o pagamento da dívida. Pergunto eu: para pagar aos nossos credores vamos deixar morrer os nossos doentes. Como diz o bastonário da ordem dos médicos e bem: "Vamos regressar ao princípio Ceausescu de que o mais barato é o doente morto?". Os juros são grosso modo a soma de duas variáveis: remuneração + risco. É preciso negociar com base nisto. O Governo não pode ser forte com os fracos e fraco com os fortes.

 

[Fonte]

 


25
Set 12
publicado por brmf, às 20:08link do post | comentar

Não sei se já o disse, mas o dia 15 de Setembro representou a minha primeira ida a uma manifestação política, acho que até foi a primeira de qualquer tipo. Como não sou nem tenho espirito de “manifestante profissional”, não foi algo que fiz de ânimo leve. Confesso que não me senti à vontade nos gestos, nas palavras e nos movimentos. Mas não me senti mal, muito pelo contrário. Aquela não foi uma manifestação qualquer. Foi uma manifestação que teve pouco de “profissional” e este é o maior elogio que se lhe pode fazer. Muito silenciosa para o habitual das manifestações. O sinal mais preocupante foi-nos dado pela angústia do seu silêncio. O melhor sinal foi-nos dado pelos seus resultados: a mais gravosa e austera medida (para os trabalhadores, claro) de todo o "dito" plano de ajustamento, que nada tinha a ver com resolver o problema do défice e da dívida pública, nem sequer com a decisão do TC, foi chumbada nas ruas e o Governo recuou na sua aplicação. Sabe bem sentir que fomos importantes.

 

«A manifestação do fim-de-semana passado não tinha sido convocada como marcha silenciosa. Mas, em muitos pontos do percurso - e assisti a toda ela de um ponto de vista fico, ou seja, ela passou toda por mim - esta foi uma manifestação muito silenciosa. É verdade de havia alguns slogans jocosos escritos em cartazes, é verdade que houve arremedos de palavrões atirados contra Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar - que, na maior parte das vezes, caíram em saco roto. É verdade que se gritou, por momentos, vários, alto e bom som, o clássico «O povo unido jamais será vencido». Mas se o ritmo desta manifestação fosse medido por um electrocardiograma, ele teria um ritmo muito calmo e regular.

O silêncio impôs-se, acabando por revelar o que estava por detrás de toda a mobilização a que assistimos. O desalento. A tristeza. A incredulidade. E uma certa falta de esperança. Tenho para mim que isso tudo se deveu à estocada final do novo regime da TSU, cujo ferro, depois de espetado nas nossas costas, foi rodado e escarafunchado pela fraqueza no discurso, pose e explicações de quem nos governa.

Esta foi uma manifestação séria, num país sério, de gente que decidiu mostrar, de forma séria, que está seriamente descontente com o que se está a passar. Do meu ponto de vista privilegiado, vi gente sobretudo da classe média urbana com muita vontade de dizer o que pensa, com muita vontade de exercer a pluralidade democrática, com muita vontade de fazer-se ouvir... mas com muito poucas forças para gritar. Gente de classe média, repito. Que lutou pela sua vida e, nessa luta, pelo progresso do país. Gente que trabalhou para um futuro melhor e agora está a vê-lo cada vez mais inseguro. Gente que foi até à Praça de Espanha e depois voltou para trás, dever cumprido, missão atingida. Gente de paz. Gente sem mais nenhuma ideologia que não fosse a do viver do dia-a-dia - e já é tanto.»

Silêncio e tanta gente. Muita, mesmo muita”, Catarina Carvalho, NM


24
Set 12
publicado por brmf, às 19:17link do post | comentar

´Modus operandi de Palermo´: roubar nos primeiros jogos do campeonato; ganhar vantagem suficiente; e depois dar umas benesses no fim, quando não interessar para nada, para dizerem que os "erros" foram repartidos.

Perguntam vocês - e então não há culpa própria? Claro que há, mas deixem-me responder com a adaptação de um discurso do ministro submarino. Se me perguntam se eu acho que a época foi mal planeada. Claro foi. Se me perguntam se eu faria de forma diferente.  Claro que faria. Se me perguntam se já estava na hora do JJ sair. Já ia tarde. Se me perguntam se eu acho que já era hora do LFV sair. Já disse e escrevi que sim. Se me perguntam para além disso se eu acho que isto continua tudo a mesma merda. Não tenho dúvidas que sim.

 


17
Set 12
publicado por brmf, às 15:56link do post | comentar

"O impacto no emprego das alterações nas contribuições dos trabalhadores e das empresas"

Não tenho qualificações nem competências para dizer se o modelo está bem ou mal elaborado e se assenta nos pressupostos correctos. Mas tenho certeza de uma coisa: isto é verdadeiro serviço público, disponível e aberto à crítica dos especialistas. Se existe um modelo no qual o Governo se baseou para estimar os resultados com a mexida na TSU que o disponibilize [não percebo em que é que possa ser matéria de segredo de Estado]. A bem da nação, do esclarecimento da população e da estabilidade político-social, era de todo desejável que que essa informação fosse disponibilizada. Não faltarão aí economistas desejosos de avaliar e julgar o modelo.


14
Set 12
publicado por brmf, às 19:54link do post | comentar

1. Porque a mais gravosa e austera medida (para os trabalhadores, claro) de todo o "dito" plano de ajustamento nada tem que ver com resolver o problema do défice e da dívida pública;

2. Porque as ideias não são sarna, não são contagiosas; Não, eu não sou dos que defendem que não devemos cumprir os nossos compromissos, que acha que os contratos são para rasgar. Não! Mas também não aceito que existam uns contratos mais importantes do que outros só por causa da distinta força ou poder das partes contratantes. E já se “rasgaram” vários contratos. Não aceito uma política de forte com os fracos e fraco com os fortes.


publicado por brmf, às 12:45link do post | comentar

Lembrar a todos aqueles que amanhã vão ficar em casa: a mais gravosa e austera medida (para os trabalhadores, claro) de todo o "dito" plano de ajustamento nada tem que ver com resolver o problema do défice e da dívida pública, nem sequer com a decisão do TC. Tem um impacto nulo ou quase nulo no défice e consequentemente na dívida. Daí que o argumento de chamar à discussão Sócrates e o antigo governo não fazer qualquer sentido, excepto o de atirar areia para os olhos das pessoas. A alteração das responsabilidades (empregador vs trabalhador) com a TSU é uma opção política e uma experiência económica da (ir)responsabilidade deste governo e da tripla Gaspar-Passos-Portas.

 

 

 No Porto, a concentração é às 17h nos Aliados.

 

13
Set 12
publicado por brmf, às 12:44link do post | comentar

Revejo-me quase na íntegra neste texto (acho que o parágrafo da "chantagem emocional" é mais um desabafo; e a proposta de "quotas para novos postos de trabalho" que as empresas deviam criar com a medida da descida da TSU também não creio fazer sentido; a medida é estúpida e ponto final, parágrafo - não precisa de benefícios da dúvida). Quanto ao resto, é isto, sem tirar nem pôr:

 

"Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder"


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