07
Dez 12
publicado por brmf, às 14:32link do post | comentar

"(...)reformas douradas (7%) representam 28% do montante total pago em reformas. Resta saber quantos destes realmente descontaram o suficiente para justificar receber este montante e quanto recebem estas reformas apenas por cumprirem alguns anos em organismos públicos ou cargos políticos. Infeliz e convenientemente, esses dados não estão disponíveis." (CGP, n´A Montanha de Sísifo)

Sem surpresa.


28
Nov 12
publicado por brmf, às 12:50link do post | comentar

Câmara Corporativa. Pena que no Poder percam qualidade.

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03
Out 12
publicado por brmf, às 13:08link do post | comentar

Grassa por aí a ideia que uma fornada ímpar de jogadores faz o Barcelona (exemplo). É uma ideia vastamente difundida. Segundo estas pobres almas, com aqueles jogadores, o Barcelona tinha obrigação de fazer mais e melhor. Mais significa para eles atacar mais; e melhor significa ser mais incisivo no ataque. Pormenor a mais ou menos é isto que defendem. É o que se pode chamar de um “erro de concordância entre o sujeito e o objecto”.

Meus caros, foi o Barcelona que tornou um conjunto de indivíduos reunidos numa fornada ímpar de jogadores. Desconfio que Busquets não passasse de um médio mediano em qualquer equipa. Desconfio que Piquet fosse um central banal em qualquer equipa. Desconfio que o próprio Xavi fosse apenas um bom jogador em qualquer equipa. Lembremo-nos que Xavi joga no Barça como titular desde os 20 anos e não é hoje o que era nos inícios da carreira. Desconfio até que o Iniesta não fosse mais do que um bom jogador em qualquer equipa. Para não falar do Villa, Pedro Rodriguez, Puyol. Claro que têm um extraterrestre, mas esse não conta, não é ele que faz o Barcelona actual; aliás, é o Barcelona que exponencia o seu génio. O Barcelona é único porque revolucionou o futebol desde a chegada de Don Pepe. Já sei que também ganhou com Riijkaard, mas não com este futebol. Basta verificar que o jogador mais caro contratado durante este período foi o que menos sucesso teve apesar de ser uma estrela mundial, Ibrahimovic. No dia que o Barcelona “fizer muito mais do que apenas trocar a bola e voltar a trocá-la”, deixará de ser o Barcelona da fornada ímpar de jogadores. Se o Barcelona quisesse golear os adversários não terminava os jogos com “770 passes correctos e 76% de posse de bola”. O Barcelona “termina os jogos com 770 passes correctos e 76%” porque “troca a bola e volta a trocá-la”. Podia jogar diferente? Podia. Mas não era a mesma coisa. Nem os jogadores, apesar de ostentarem a camiseta com os seus nomes gravados, seriam os mesmos.


13
Set 12
publicado por brmf, às 12:44link do post | comentar

Revejo-me quase na íntegra neste texto (acho que o parágrafo da "chantagem emocional" é mais um desabafo; e a proposta de "quotas para novos postos de trabalho" que as empresas deviam criar com a medida da descida da TSU também não creio fazer sentido; a medida é estúpida e ponto final, parágrafo - não precisa de benefícios da dúvida). Quanto ao resto, é isto, sem tirar nem pôr:

 

"Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder"


10
Set 12
publicado por brmf, às 19:30link do post | comentar

"Decompondo o efeito dos descontos para a Segurança Social" [LA-C, A Destreza das Dúvidas]

« (...)

Fica a pergunta: com esta descida de salários vai-se reduzir o desemprego de forma relevante? Duvido muito. Em primeiro lugar, já havia, e há, isenções nos descontos para a SS em novas contratações, especialmente aquelas de que beneficiassem jovens à procura de primeiro emprego e desempregados de longa duração. A essas contratações, esta nova medida (quase) nada acrescenta.
Em segundo, o mais relevante desta medida é o valor total dos descontos para a SS. Ora esse vai aumentar, e não diminuir. Para perceber isso note que ao trabalhador o que interessa é o salário que recebe, após descontos. Para a empresa, o relevante é o custo total, ou seja salário mais despesas com SS. Pelas discussões que tenho tido, vejo que há tantas dificuldades em entender isto que me vejo obrigado a dar um exemplo muito simples: Imagine que uma empresa oferece a um desempregado um ordenado líquido de 1000. Quanto vai custar esse novo trabalhador à empresa? Com as novas regras, os custos totais serão de 1439,02, com as regras antigas os custos seriam1390,45. É só fazer as contas. Ou seja, com as novas regras, a contratação fica mais cara. Se a empresa quiser contratar um novo trabalhador por um dado salário líquido tem de gastar mais dinheiro. Isto não é um incentivo, é um desincentivo a novas contratações.
(...) »

17
Ago 11
publicado por brmf, às 11:33link do post | comentar


szólj hozzá: Twente 1-2 Benfica


06
Mai 11
publicado por brmf, às 20:53link do post | comentar | ver comentários (1)

1. O Benfica não é o FC Porto. O Benfica é o maior clube de Portugal (até quando?) e não pode ter um discurso provinciano, passar a música “cheira bem cheira a Lisboa” no intervalo dos jogos. Não pode, enfim, copiar a estratégia dos outros. Não é uma crítica ao FC Porto, é um elogio. Aproveitam o que de melhor têm no sentido de empolgar e motivar os seus. O Benfica tem de ter um discurso à Benfica. O Benfica é um clube popular, nascido do povo, de dimensão nacional, presente do Minho ao Algarve. É ainda um clube de dimensão internacional, fruto, essencialmente das ex-colónias portuguesas em África, e pela presença emigrante portuguesa em vários pontos do Mundo. É isto o Benfica. Relembrar: “E Pluribus Unum”.

 

2. O Benfica não é a Venezuela. No Benfica não se alteram as regras (os estatutos) a meio, nem se antecipam eleições, para perpetuar os seus dirigentes no poder (já agora, não se podiam antecipar as eleições para o final da época corrente?). O Benfica não é um albergue, é uma missão. Quem não pensar assim, não merece o Benfica. O Benfica é um clube marcadamente democrático, o mais democrático de Portugal. Em tempos de ditadura, segundo oiço, o Benfica era o único que fazia assembleias gerais concorridas e democráticas. Um clube, segundo alguns, de “Esquerda”, dado o seu cariz popular. Não sou de Esquerda em mais coisa nenhuma, mas no futebol: “E Pluribus Unum”.

 

3. O Benfica não é o Sporting. O Benfica nasceu para vencer. A nossa história é feita de vitórias. Não somos um clube de condes. Somos um clube do povo. O clube do courato e do garrafão de vinho. As direcções são eleitas, não existe transmissão de poder por decreto. Não perdemos e vamos fumar um charuto, beber whisky e comer caviar para conviver. Não existe lugar para conformismos.

 

A minha história: quando era pequeno, o meu avô, portista fanático, levava-me (obrigava-me!) a ver o FC Porto, no estádio. Fui ver alguns jogos. Daí, pode dizer-se, era portista (Benfiquista sem saber). Achava tudo muito engraçado, mas ia, via o jogo e vinha embora. Nenhum convívio, nos entretantos. Um dia fui ver o Benfica ao estádio. Excursão de camioneta (primeiro sinal de benfiquismo), paragem para comer e, pela primeira vez, senti o benfiquismo (o verdadeiro): partilha, convívio e família. “E Pluribus Unum”. Não existe disto em mais nenhum grande clube de futebol que conheça. É esta a nossa diferença. É difícil perceber?

 

Temos de mudar de vida. Mas parece-me que na próxima semana vamos ter um treinador novo e dois ou três jogadores anunciados. Até quando?


11
Set 10
publicado por brmf, às 22:00link do post | comentar

peço licença ao D´ Arcy para transcrever um post seu. Ele não tem vontade de falar no futebol jogado, eu simplemente não me apetece falar sobre nada. É um país perdido, os ladrões andam à solta.

 

"O que se passou esta noite (ontem) em Guimarães, às mãos e apito de um palhaço que já é infelizmente nosso conhecido, foi um ROUBO. Com todas as letras. Há muito, muito tempo que não me sentia tão revoltado a ver um jogo do meu clube. Não escrevo sobre futebol jogado porque não quero, e mesmo que quisesse não estou em condições de o fazer. Que me desculpem, mas não estou mesmo em condições de o fazer. Não me lembro de quem jogou, não me lembro da táctica, não me lembro se alguém jogu bem ou jogou mal, só me lembro de um palhaço a fazer TUDO o que podia para nos deitar abaixo. Foram penáltis claríssimos não assinalados, foras-de-jogo cirúrgicos apitados e, a exemplo do que se tem passado em todas as jornadas, amarelos em barda para os nossos jogadores. O Apito Dourado foi fechado sem consequências, o sentimento de impunidade é total, e os vigaristas até se podem dar ao luxo de serem homenageados publicamente por uma associação pejada de outros vigaristas e proxenetas, que uns dias depois retribuem a honraria sem qualquer vergonha na cara."

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08
Set 10
publicado por brmf, às 18:12link do post | comentar

Nos entretantos da dispensa do Carlos Queiroz da condição de seleccionador de futebol da Nação e da disponibilização pública do acórdão do Processo Casa Pia, a equipa do blogues do Sapo teve a "amabilidade injusta" de destacar este blogue na sua página. É sempre um prazer receber visitas novas, e nada melhor que um destaque para se cumprir esse fim. É uma reincidência que é mais fruto da antiguidade do que da qualidade deste blogue, creio eu de que. Ainda assim, Obrigado.

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30
Jul 10
publicado por brmf, às 16:24link do post | comentar

Face ao silêncio, depreende-se que os liberais-mais-à-séria-se-a-agenda-for-anti-Sócrates não acreditam nas agências de rating.


29
Jul 10
publicado por brmf, às 20:08link do post | comentar

se é bem feito pelos homens errados, é mal feito; se é mal feito pelos homens certos, é bem feito.

 

A verdade é esta: por muito que não se goste, encontrou-se uma saída airosa para todos neste negócio da venda da Vivo à Telefónica. É uma pequena vitória de Sócrates e do Governo, aparte publicidade anexa. Sopra uma aragem fresca como há muito não se sentia em São Bento.

 

_

ricochete


25
Fev 10
publicado por brmf, às 14:58link do post | comentar | ver comentários (1)

A minha namorada chamou-me à atenção para o facto de este blogue estar a descambar para uma linguagem inapropriada. Este blogue vai entrar em hibernação. Dia 9 de Maio, se tudo correr bem, volta ao activo. Até lá, ou não.


o docontra e eu
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