27
Nov 12
publicado por brmf, às 12:45link do post | comentar | ver comentários (32)

Se me perguntarem qual a empresa com a qual nunca deverão contratar um serviço, eu respondo: MEO.

 

No dia 8 de Agosto de 2012 enviei uma carta para a empresa com a reclamação que passo a transcrever:

 

Na sequência do pedido de cancelamento dos serviços de telefone, internet e TV, com nº 502 309 159, venho por este meio expor, de forma cronológica, o conjunto de incumprimentos por parte da MEO ou representantes directos ou indirectos da empresa. Antes de expor os motivos do pedido de rescisão de contrato, é de lamentar a falta de controlo ou responsabilidade da MEO por pessoas – agentes comerciais de rua - que carregam consigo documentos fornecidos pela MEO.

Assim, exponho os motivos do pedido de rescisão do contrato que, por mais do que óbvias razões, só podem ser de justa causa, daí recusar-me a arcar com quaisquer responsabilidades derivadas de períodos de fidelização, dado que os motivos que me levam a rescindir, como perceberão adiante, nunca poderiam ser invocados nos 14 dias seguintes à instalação do serviço, ao abrigo do período de experimentação:

1. Cerca de uma semana antes do dia da instalação do serviço MEO Fibra, na morada "XXX", o meu pai foi abordado por uma agente da MEO, com elementos identificativos da empresa, panfletos e documentos contratuais na sua posse, no sentido de o persuadir a aderir ao serviço
Meo Fibra, ao abrigo de uma promoção destinada especificamente a Cafés, segundo a agente. Foi-lhe apresentado um pacote que iria custar, no total, com IVA incluído, 55,16€, com acesso a televisão (80 canais), internet (15Mb com tráfego ilimitado e Wi-fi), telefone com chamadas ilimitadas para números da rede fixa, canais premium SportTV e equipamento necessário à utilização dos serviços. Foi-nos garantido que a mensalidade da box era oferecida.

 

2. À data tinhamos um serviço da concorrente ZON com preço de 54,39 para os serviços televisão, telefone (noites e fins-de-semana) e SportTV (sem Internet).

 

3. Dado a relação serviços oferecidos vs preço, eu e o meu pai decidimos mudar para a MEO; isto na expectativa que o valor a pagar fosse muito parecido, dado que com as chamadas telefónicas, o valor das facturas ZON estava nos 54/57 euros/mês em média; só mudamos dado que não haveria um incremento de custos, face à situação difícil da economia a que não somos alheios.

 

4. A agente comprometeu-se a tratar da desvinculação com o fornecedor dos serviços à data, a ZON, e da portabilidade do número de telefone, o que num negócio comercial tem muita importância.

 

5. No dia 12 de Junho de 2012 assinei o contrato da adesão ao serviço MEO Fibra na boa-fé das informações prestadas pela agente. No contrato não vinha colocado o valor da mensalidade: nem aquele que refiro que nos foi prometido, nem o que foi facturado pela MEO. Apenas faz referência no campo “Observações” a que se tratava de um Pacote Empresa. Nada mais está inscrito no contrato. Na mesma ocasião, assinei os documentos de desvinculação com a ZON e o pedido de portabilidade do número de telefone fornecidos pela agente comercial, que foram levados pela mesma. Em todo o este processo cometi um erro: não exigi fotocópia destes documentos à agente/comercial. Na minha boa-fé não premeditei a má-fé da MEO e dos seus representantes.

 

6. O serviço foi instalado no dia 18 de Junho de 2012. Nada a assinalar relativamente à qualidade do serviço que cumpre o acordado.

 

7. Entretanto a portabilidade do número demorava a efectuar-se, mas como a agente referiu que poderia levar duas a três semanas a ser efectuado não me preocupei, apesar do prejuízo causado pelo facto.

 

8. Em meados de Julho, recebo a factura A502817333, que muito me espantou, já que continha um valor a pagamento muito superior ao combinado. Valor de aproximadamente 62€ devidos ao mês de Julho e o restante ao mês de Junho, que perfez um valor de 86,79€.

 

9. Na mesma data, mais dia menos dia, recebo a factura da ZON relativa a Julho.

 

10. Estupefacto com a dupla facturação, facturas de dois operadores quando só dispunha de um serviço, e o valor da factura, tento entrar em contacto com a agente/comercial. Expus a situação, e ela disse que ia averiguar e que me ligaria de volta. Referiu que devia ter sido algum engano. Esperei a chamada mas nada. Voltei a ligar e não me atendeu. Tentei de novo e nunca mais me atendeu.

 

11. No dia 19 de Julho, dirijo-me a uma loja da MEO, a Bluestore da Rotunda da Boavista, Porto, para expor e reclamar a situação. Mostrei as facturas da Meo e da Zon e o operador de loja, aconselhou-me a dirigir a uma loja da ZON para verificar se tinha dado entrada algum pedido de rescisão. E se não tivesse dado entrada para pedir imediatamente a rescisão do contrato para suspender no imediato a facturação. E disse para pagar as facturas da ZON se o pedido não tivesse dado entrada, e para apresentar à MEO o comprovativo de pagamento das facturas que a MEO faria o acerto na sua factura, através de nota de crédito, dado que o erro teria sido interno.

 

12. Nesse mesmo dia, rescindi o contrato com a ZON e paguei a factura de Julho;

 

13. No dia útil seguinte dirigi-me a mesma loja com o comprovativo de pagamento das facturas de Junho e Julho da ZON. Um operador fotocopiou as facturas e comprovativos de pagamento e fez a exposição, ficando eu com um comprovativo desse pedido, que tenho em minha posse. Nessa mesma data, expus a questão do custo dos serviços, e ele sugeriu que eu fizesse uma reclamação via telefone para o número da PT Negócios, dado que não tinha competências para tal.

 

14. Entretanto fiz a reclamação telefónica sugerida pelo operador de loja, que ficou registada com o nº 1-15856375304.

 

15. Recebi duas cartas da PT datadas de 23 e 26 de Julho de 2012 com o indeferimento das duas reclamações: Uma referindo que o valor facturado está de acordo com a solução contratada; e outra dizendo que a responsabilidade da rescisão de contrato de prestação de serviços com outro operador não está disponível para clientes empresariais.

 

16. Na sequência do exposto acima, decidi rescindir o contrato com a MEO no dia 07 de Agosto de 2012.

Face ao relatado, estou disponível para arcar com as consequências da rescisão unilateral do contrato, mas devido às mentiras e falcatruas da MEO ou seus representantes, não me resta outra alternativa.

 

1. Tive e estou a ter prejuízos avultados pela não portabilidade no número de telefone.
2. Estão a ser facturados valores não acordados: se não existe prova do valor que refiro que me foi prometido, muito menos existe do valor que está a ser facturado.
3. Estou disposto a seguir para a frente com o processo em tribunal, e presencialmente, frente a frente com a agente/comercial que celebrou o contrato comigo, confrontá-la com a situação.
4. Várias informações prestadas foram incorrectas.
5. Fui enganado pelo MEO!
6. Tentarei que mais ninguém seja enganado por vós!
7. Usarei de todos os meios disponíveis para que se faça justiça. Não terei problema em ir a Tribunal, nem como fazer má publicidade dos vossos serviços junto de órgãos de comunicação social, blogues, redes sociais e outros meios. Usarei de todo o meu poder de influência para mostrar a todos o quão mau é o vosso serviço.
8. Não vou pagar a factura de Julho dado que fui enganado. Quanto muito pagarei a parte referente a parte do mês de Junho, já que admito que mesmo que o processo de rescisão com a ZON tivesse entrado na data acordada, a factura da ZON já tivesse sido emitida.
9. Toda esta situação está a causar-me elevado transtorno e prejuízo, material e imaterial, já que perdi horas de vida, não pagas, a tentar encontrar uma solução para algo completamente SURREAL.
10. Lamento por mim e por todas aquelas vítimas que são enganadas pela vossa publicidade enganosa e pelas vossas informações incorrectas e dolosas.
11. Nem eu nem a minha família devemos nada a ninguém, à excepção do empréstimo do crédito-habitação que cumprimos religiosamente todos os meses, pelo que não será a MEO a acusar-nos do contrário.

Deixo uma última informação que vocês devem ter, mas que incompreensivelmente parecem não fazer caso, de acordo com a minha experiência nos contactos estabelecidos com os vossos serviços, seja em loja ou via telefone: o nome da agente é Clementina e o número de telefone 968795429. Infelizmente não tenho mais dados, dado que vocês não fiscalizam, inspecionam ou supervisionam o trabalho daqueles que vos representam.

Lamentavelmente não me posso despedir com as melhores saudações como manda a boa educação,
Bruno Ferreira


Notas adicionais:

- Por receio, o meu pai, contra a minha vontade, pagou a factura relativa a Julho ao contrário do prometido no ponto 8 (2º listagem). Ele parte sempre do pressuposto que o "mexilhão é que se lixa";

- Semana passada recebi uma carta com uma factura de 700 e tal euros relativos a todo o período de fidelização.

- A Meo quer ganhar dinheiro à custa das suas trafulhices. O tribunal há-de decidir.



14
Set 10
publicado por brmf, às 20:05link do post | comentar | ver comentários (1)

Embora destacasse que não iria desculpar-se com isso, Van der Gaag, não gostou do trabalho da equipa de arbitragem. "Vejam o resumo do jogo e verão que não é só a nossa equipa que tem de melhorar", começou por dizer o treinador do Marítimo, referindo que "foram anulados dois golos limpos e ficou um penálti por marcar".” (apêndice)


publicado por brmf, às 19:44link do post | comentar


O Roubo do Boiquerença
Carregado por nsalta. - Futebol, capoeira, surfe e mais videos de esportes.

 

 

Antes, a devida homenagem:

 


03
Set 10
publicado por brmf, às 19:15link do post | comentar | ver comentários (4)

As garantias, de todos, vítimas e arguidos, são fundamentais num Estado de direito democrático, mas basta ler esta notícia para se perceber que nenhum regime é verdadeiramente democrático quando o cidadão comum alfabetizado é incapaz de a ler sem chegar ao fim a dizer que não percebeu patavina do que leu.


29
Jan 10
publicado por brmf, às 19:31link do post | comentar | ver comentários (1)

Os adeptos do clube ali perto do bairro de Contumil andam deliciados com esta notícia. Façam bom proveito. Só existe uma diferença. Eu digo sem papas na língua: se o Presidente do Benfica cometeu alguma ilegalidade que seja punido, até preso se for o caso; se alguém do Benfica cometeu alguma ilegalidade que seja punido, até preso se for o caso. Quando um adepto do clube ali perto do bairro de Contumil disser o mesmo, voltamos a conversar. Mais: sou contra qualquer apoio do Estado a qualquer clube de futebol profissional. Se a Câmara de Lisboa deu apoios indevidos (eu sou contra os “devidos” e os “indevidos”, diga-se; futebol profissional é futebol profissional) ao Benfica acho mal, tal como acho mal uns marmanjos vestidos de azul e branco andarem a treinar num belo centro de estágio à custa dos contribuintes.  


04
Mai 09
publicado por brmf, às 16:15link do post | comentar

Sobre os insultos e agressões que o Vital Moreira foi alvo na manifestação do Dia do Trabalhador, a única frase que registei do que li foi a seguinte: “Nenhum dos agentes da PSP presentes se aproximou da confusão” (JN). Isto é que coloca em causa um verdadeiro Estado de Direito. O resto é só fumaça. Serve a todos: vítimas de um lado; acusações de vitimização do outro.


23
Abr 09
publicado por brmf, às 18:34link do post | comentar | ver comentários (1)

Otelo Saraiva de Carvalho admite recusar a promoção a coronel e pode processar o Estado. Diz o Otelo Saraiva de Carvalho que, a partir do momento em que foi ilibado do processo das FP-25, deixou de estar na situação de “demorado” (pendente), pelo que deveria ter sido logo promovido pela antiguidade e não ao abrigo de uma lei de reconstituição de carreiras. Diz ele que os oficiais do seu curso terão sido todos promovidos àquele posto - o que aparentemente será verdade -, pelo que não há nenhum motivo para que ele não o seja. Apetecia-me dizer que é pobre e mal agradecido, mas a verdade é que tem razão nos seus argumentos. É bom lembrar que Otelo Saraiva de Carvalho foi amnistiado pelos alegados crimes cometidos. Uma amnistia é acto pelo qual o Estado renuncia à imposição de sanções ou extingue as já pronunciadas. Dito isto, um amnistiado não pode, não deve, ver os seus direitos reduzirem-se por algo que foi cometido com o carimbo do Estado como “acto de utilidade social”. A vergonha vem de trás. Esta é, tão-somente, uma decisão envergonhada.

___

Ricochete


17
Abr 09
publicado por brmf, às 10:06link do post | comentar

Ricochete


16
Abr 09
publicado por brmf, às 14:35link do post | comentar

Ricochete


publicado por brmf, às 11:26link do post | comentar

O enriquecimento ilícito está na agenda política do dia. O PSD propõe a criminalização do enriquecimento ilícito. A esquerda e a direita aplaudem (ementas saudáveis nas escolas é que não!). Esta proposta apresenta duas vias possíveis de compreensão: 1) punir o crime e os resultados do crime, ou seja, punir duas vezes; ou 2) inverter o ónus da prova, ou seja, os indivíduos é que têm de provar que ganharam o dinheiro de forma lícita. A este respeito lembrei-me de um caso possível: um sujeito, casado – e bem casado, como se costuma dizer -, pai, tem um conjunto de actividades paralelas socialmente pouco aceites, mas lícitas (à excepção do seu ambiente familiar se a sua mulher assim o entender) – vocês sabem do que é que eu estou a falar. O gajo era bom nas suas “funções paralelas”. Derivado disso, enriquece. O enriquecimento faz as autoridades suspeitar. É legítimo que o sujeito tenha de declarar coercivamente de onde vêm os seus proveitos? É que, ou estou a ver mal a coisa, ou é isto que se propõe. 

_____

Ricochete


14
Abr 09
publicado por brmf, às 18:18link do post | comentar | ver comentários (1)

Tenho visto um conjunto de cartazes espalhados nos mais diversos sítios com a expressão “Justiça para o Boavista”. Mas afinal de que justiça é que se trata? Não consegui perceber. Que justiça querem estes elementos de um clube ligado a actos de corrupção comprovada e que viu os seus antigos dirigentes gastarem mais do que aquilo que podiam (a conquista do campeonato não ficou barata, sabiam, não sabiam?)?

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07
Abr 09
publicado por brmf, às 12:25link do post | comentar | ver comentários (3)

Portugal é um país pequeno. Tão pequeno que é normal os juizes encontrarem-se com uma das partes em julgamento no dia anterior ao veredicto.


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