02
Mar 09
publicado por brmf, às 09:30link do post | comentar

As medidas apresentadas pelo governo para a crise são, basicamente, salvo distracção minha, duas: linhas de crédito para as empresas e investimento público. Ambas erradas. Mesmo não sendo economista, não é difícil de reparar que estas medidas são erradas e que não resolvem os problemas. Pior, agrava-os.

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Publicado previamente aqui


23
Fev 09
publicado por brmf, às 09:30link do post | comentar | ver comentários (2)

Sinceramente, apesar de não conhecer em que moldes será leccionada, não percebo a utilidade da disciplina de educação sexual nas escolas. Se fosse através de seminários de participação opcional, como na faculdade, ainda entendia; mas como uma disciplina a englobar um leque de muitas outras não vejo a sua utilidade. Parece-me útil que se disponibilize o máximo de informação possível aos jovens sobre todas as temáticas que envolvam a sexualidade no estrito âmbito da saúde sexual e da prevenção de comportamentos de risco – perspectiva utilitária. Acho que alguns seminários sobre o tema seriam adequados; caso contrário, o que me parece é que o Estado quer alargar o seu âmbito de actuação: quer “mandar” no mais íntimo e pessoal do ser humano. No meu tempo de estudante do ensino básico – tempo distante! - existia o projecto área escola (em boa verdade não se fazia nada!) que era suposto ser uma “área curricular não disciplinar”. Porque não aproveitar este enquadramento, se é que ainda existe, para fornecer informação aos jovens aos mais variados níveis? A educação sexual seria uma das temáticas entre muitas outras. Isto iria, inclusive, permitir recorrer a formadores externos em certas matérias mais específicas com poupança de recursos de tempo. A escola serve, essencialmente, para fornecer saber disciplinar aos estudantes. Tudo o que vá além disso, regra geral, dá asneira. E o problema da escola pública nos últimos tempos é, a meu ver, essa intenção de transformar a escola numa espécie de substituição da família. Exige-se aos professores que sejam encarregados de educação, o que, como é óbvio, por um lado, não transforma os professores em encarregados de educação, e por outro, fá-los piores professores.

 

As minhas dúvidas em relação à educação sexual nas escolas não têm nada que ver com conservadorismo moral, muito pelo contrário. O que eu não quero é que o Estado venha com a sua moral para cima dos cidadãos.

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Publicado previamente aqui


18
Fev 09
publicado por brmf, às 16:25link do post | comentar

Além de tudo o mais – e não de somenos importância -, resolver as ditas causas fracturantes é esvaziar a agenda de uma certa esquerda no pouco que eles tendem a ter razão.


05
Fev 09
publicado por brmf, às 14:56link do post | comentar

Recebi ontem uma factura da PT onde aparecia o valor de um reembolso a que eu tinha direito por ter pago valores indevidamente cobrados pela empresa. Na factura apareciam 0€ a pagar. Na descrição da factura apareciam cerca de 13€ de reembolso e mais um conjunto de informações relativas a saldos anteriores. Quem não souber ler uma factura fica sem saber exactamente se esse reembolso já foi descontado no valor a pagar ou se ainda está por descontar. Uma leitura mais atenta permite descortinar um asterisco na palavra “Reembolso”. Vai-se a ler o asterisco e este diz a letra minúscula (3 ou 4 unidades inferiores no tamanho da fonte da letra em relação ao normal): “Para ser reembolsado desta quantia, por favor consulte-nos”. Conclusão da história: não devem faltar casos onde a PT fica indevidamente com o dinheiro dos seus clientes, principalmente nos idosos e nas pessoas com menor instrução. A PT para devolver aquilo que não lhe pertence exige que a plebe tenha o desplante de contactar a sua solenidade. A acrescentar a isto, quando liguei para a PT para ser reembolsado, disseram-me que de momento, apesar do reembolso já estar registado, não poderiam passar a chamada, por problemas técnicos, para o departamento responsável por efectuar o reembolso. Sabem que mais? Felizmente já não sou cliente da PT. Viva o Mercado.

 

(em simultâneo aqui)


20
Jan 09
publicado por brmf, às 16:12link do post | comentar

Não tinha conhecimento – fiquei a saber através do MST, no Expresso -, mas é realmente de bradar aos céus a prática da CGD de promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Só tem um nome: Roubo. A menos que todos os outros trabalhadores tenham o mesmo direito. E certamente que sim. Ou será que não?


09
Jan 09
publicado por brmf, às 16:17link do post | comentar

Ontem fui ao Rivoli ver a peça do La Féria, “Um Violino no Telhado”. Após mais de meio ano de apresentações, a sala estava quase cheia. A propósito, lembrei-me da polémica com a atribuição da exploração do espaço ao La Féria. A Esquerda bem pensante não gostou; queria espectáculos financiados para meia dúzia de pessoas. Cultura da boa, diziam eles. Cultura para alguns e paga por todos, digo eu. A verdade dura e crua é que o La Féria revitalizou o espaço e a área envolvente para desgosto de uns poucos. O País da “subsidarite” e a cidade ficaram melhores nas mãos dos privados. E as vozes discordantes calaram-se. Fica o exemplo.


08
Jan 09
publicado por brmf, às 17:34link do post | comentar

A decisão da Autoridade da Concorrência (AdC) de cancelar a campanha do cartão que dá acesso gratuito a salas de cinema Lusomundo aos clientes da empresa ZON é curiosa. O abuso de posição dominante e a violação das regras da concorrência pode ter duas consequências relativamente ao público: benéfica ou prejudicial. A maioria dos casos de abuso de posição dominante é prejudicial aos consumidores. Na maioria dos casos a AdC não intervém. No caso da campanha da ZON estamos perante uma situação de benefício do consumidor. Nesta caso a AdC interveio. Curioso. Acredito que a campanha incorra em abuso de posição dominante da ZON e viole as regras da concorrência. Só não percebo porque é que a AdC interveio neste caso, logo agora que era uma situação de benefício dos consumidores.


publicado por brmf, às 11:10link do post | comentar

Façam o favor de ler "É só fazer as contas", por Paulo Morais, no JN. O PSD e o CDS deviam ler e ver porque não são uma alternativa fiável de governação. Quando "escorraçam" alguém que vai, verdadeiramente, contra o satus quo da política portuguesa está tudo dito; é a alternativa de governação que apresentam ao País.

 

«Os governos dos últimos anos, a começar por aquele em que Cavaco Silva foi primeiro-ministro, transformaram os portugueses em meros escravos do orçamento, que consome exactamente metade da riqueza do país. Assim, a população empobrece, em proveito dum estado imenso, rico e esbanjador, caracterizado por gastos sem controlo na Educação, na Saúde ou na Justiça. (...)

Os cerca de sete mil milhões de euros que o Governo gasta, por exemplo, no ensino Pré-escolar, Básico e Secundário - 700 euros per capita, aproximadamente três mil por família - não têm o equivalente retorno no que diz respeito à qualidade de ensino. Nem por lá perto! O cúmulo dos cúmulos é mesmo o custo anual por aluno: quase cinco mil euros!!!

Nem o apoio na saúde corresponde, de forma alguma, aos oito mil milhões de euros de gastos anuais. Alguém acredita que cada português usufrui, em média, de cerca de oitocentos euros em cuidados de saúde?

Ou seja, os gastos públicos em educação dariam para matricular todos os alunos em colégios privados e o que se esbanja em saúde pagaria qualquer das melhores apólices de seguros.(...)»

 


29
Nov 08
publicado por brmf, às 13:00link do post | comentar

Coisas que (não) me espantam. Leio no Sol que o ex-líder do BPN, Oliveira e Costa, não está divorciado, mas separado de pessoas e bens. Não sabia sequer que existia esta figura jurídica. Afinal o que é o divórcio além da separação dos cônjuges e dos bens? Não percebo. Creio que a minha inteligência não me deixa chegar à resposta. Mas uma coisa a minha inteligência permite concluir: o Estado, na sua ânsia reguladora e intervencionista, regula de mais e mal. E regula para permitir que os “seus” escapem ilibados das suas falcatruas. Aliás, isto advém da própria definição de Estado Intervencionista, "prática política de interferir nos assuntos internos de outros mudando-os de acordo com seus - "deles" - interesses".

 

(publicado também aqui)

29Nov, 13h05


28
Nov 08
publicado por brmf, às 11:55link do post | comentar

Hoje sinto-me de Esquerda. "Os lucros são privados e são apropriados pelos accionistas. Os prejuízos são públicos e são suportados pelos contribuintes." (caixa de comentários do Expresso)

 

28Nov, 11h57


26
Nov 08
publicado por brmf, às 11:48link do post | comentar | ver comentários (1)

Clipping

 

«A GERAÇÃO dos actuais 30 anos poderá perder até cerca de 60% do seu rendimento à luz das regras de cálculo da reforma actualmente em vigor, conclui o estudo "Reformas em Portugal: As Verdades que os Portugueses desconhecem", realizado pela Optimize - sociedade gestora especializada em produtos de poupança de particulares. Segundo as contas do estudo, um indivíduo actualmente com 30 anos, com um salário de 1.500 euros e a trabalhar desde 1999, aos 65 anos (com 40 anos de contribuições), deverá ver, com a sua reforma, o rendimento reduzir-se para metade, tendo em conta um crescimento anual médio do salário acima da inflação.(…)» (Jornal OJE, 26 Nov)

 

«A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) defendeu ontem que descidas de impostos podem ser mais eficazes na saída da crise actual do que o aumento dos gasto público, nomeadamente através dos investimentos em infra-estruturas. "As alternativas aos investimentos em infra-estruturas, como as descidas de impostos ou transferências de pagamentos para ultrapassar as restrições do crédito e ajudar os mais pobres podem revelar-se mais eficazes nos estímulos à procura", adiantou a OCDE no seu relatório sobre as previsões económicas mundiais, divulgado ontem.(…)» (Jornal OJE, 26 Nov)

 

26Nov, 11h57
 


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