27
Out 09
publicado por brmf, às 18:45link do post | comentar

JMT elabora no seu artigo desta semana, no DN, uma tese que “só quem acredita que a Bíblia tem alguma relação com a palavra de Deus está habilitado para sobre ela fazer considerações éticas.” Segundo ele, só os crentes podem julgar o conteúdo da bíblia. Aos outros cabe apenas uma perspectiva estética da obra, ou seja, se é boa ou má literatura. Regra geral, aprecio as crónicas do JMT, mas desta vez não tem razão. Era o que mais faltava que um não crente não pudesse fazer um julgamento crítico do conteúdo de um livro. Saramago não estaria “habilitado” (seria incoerência) se julgasse Deus enquanto referência religiosa, mas Saramago limitou-se a fazer considerações sobre Deus enquanto personagem de uma obra literária. O que Saramago disse refere-se ao “Deus da bíblia”. Não fala de Deus enquanto figura religiosa. Fala de Deus enquanto personagem literária. Nada mais. E relativamente a isso tem todo o direito de o fazer. Se está certo ou errado é outra conversa.

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ricochete


17
Abr 09
publicado por brmf, às 10:06link do post | comentar

Ricochete


16
Abr 09
publicado por brmf, às 14:35link do post | comentar

Ricochete


publicado por brmf, às 11:26link do post | comentar

O enriquecimento ilícito está na agenda política do dia. O PSD propõe a criminalização do enriquecimento ilícito. A esquerda e a direita aplaudem (ementas saudáveis nas escolas é que não!). Esta proposta apresenta duas vias possíveis de compreensão: 1) punir o crime e os resultados do crime, ou seja, punir duas vezes; ou 2) inverter o ónus da prova, ou seja, os indivíduos é que têm de provar que ganharam o dinheiro de forma lícita. A este respeito lembrei-me de um caso possível: um sujeito, casado – e bem casado, como se costuma dizer -, pai, tem um conjunto de actividades paralelas socialmente pouco aceites, mas lícitas (à excepção do seu ambiente familiar se a sua mulher assim o entender) – vocês sabem do que é que eu estou a falar. O gajo era bom nas suas “funções paralelas”. Derivado disso, enriquece. O enriquecimento faz as autoridades suspeitar. É legítimo que o sujeito tenha de declarar coercivamente de onde vêm os seus proveitos? É que, ou estou a ver mal a coisa, ou é isto que se propõe. 

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Ricochete


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