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Mai 07
publicado por brmf, às 17:15link do post | comentar

" A religião é o ópio espiritual(...),de vez em quando os seres humanos precisam de narcóticos espirituais para aliviar a dor"  (Ha Jin)

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27
Abr 07
publicado por brmf, às 17:20link do post | comentar

Sobre Garcia Marquez a minha opinião dividia-se, se por um lado gostei muito de “Amor em Tempos de Cólera, por outro, detestei “Cem Anos de Solidão” (deixei a meio). Até aqui pode-se falar de um empate. Com “Memória das Minhas Putas Tristes” Garcia Marquez desfez a igualdade e ainda foi a tempo de golear. Para se entender o livro basta começar pelo ponto de partida: “No ano de meus noventa anos, quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem”, este é ponto de partida para uma história sobre a história da vida de um homem com 90 anos. Uma história sobre a existência, o envelhecimento, a descoberta do amor e muito mais. Uma história onde a descoberta do Amor é feita tardiamente, mas ainda a tempo de se tornar a razão de existir daquele ser humano.
O melhor elogio que posso fazer ao livro é que o li em duas penadas (também é pequeno). Recomendo.

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24
Ago 06
publicado por brmf, às 18:39link do post | comentar | ver comentários (2)
O meu livro nas férias foi o que está em título; em férias até para ler sou preguiçoso, mas diga-se que foi um tempo bem gasto na leitura desta obra. Um romance, sobretudo, sobre a vida. Aborda temas filosóficos, psicológicos e até psiquiátricos. Tudo de uma forma leve através de uma conversa entre amigos: Nietzsche e Josef Breuer.
Uma “conversa” que fala sobre tudo um pouco que aflige a existência humana, abordando muitas das questões que até hoje o ser humano tem dificuldade em explicar, mas que tomam muito tempo da atenção por parte do Homem: a existência vs ausência de Deus na vida humana; será Deus um complemento da existência humana ou um “escape” às fragilidades do homem?; o medo do envelhecimento e da aproximação da morte; o sofrimento da solidão ou falta de liberdade numa vida partilhada; a procura do destino vs a inevitabilidade do destino; etc. Todas estas questões e muitas outras que, no mínimo, fazem reflectir o ser humano são abordadas neste romance de uma forma tão natural e envolvente que fazem o livro fluir numa reflexão profunda.
A personagem principal do livro, Nietzsche, era um filósofo alemão, anti-cristo, que defendia que só uma vida ausente de Deus podia fazer com que o homem descobrisse a “verdade”. Este livro confunde realidade com ficção: os pensamentos dos envolvidos são reais, a história que absorve esses pensamentos é ficcionada.
Um livro para ler devagar; para parar e reflectir no meio da história; para prosseguir e voltar a parar; e assim consecutivamente. Pode não se concordar com as teorias dos envolvidos, mas ninguém fica indiferente ao que por lá é abordado. Além de tudo isto, e tal como vem na contracapa do livro, é uma história sobre o “poder redentor da amizade”: dois homens que, conhecendo-se de forma pouco “honesta”, criam laços indestrutíveis; dois homens com problemas diferentes, onde cada qual vai tentar ajudar o outro da forma que melhor sabe, fazendo disso a sua maior batalha pessoal.
Se as férias ainda tiverem para chegar, é sem dúvida um livro que recomendo e estou certo que não darão o tempo por perdido.
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