12
Fev 07
publicado por brmf, às 10:05link do post | comentar

Agora que o referendo já lá vai, já se podem acrescentar outros temas à discussão.

O aborto é uma questão de consciência, por isso votei sim, mas sendo uma questão de consciência, sou contra a sua integração no SNS, pois ninguém deve ser obrigado a financiar algo que é contra a sua consciência e de uma grande parte da população.

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09
Fev 07
publicado por brmf, às 12:06link do post | comentar | ver comentários (1)

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08
Fev 07
publicado por brmf, às 22:04link do post | comentar

A dois dias do referendo já todos os argumentos foram referidos de parte a parte. Como já todos sabem o meu voto é SIM. O meu voto só poderia ser SIM sendo eu um liberal. Eu, um leigo em ciência política, ou melhor, um aprendiz, sempre tive para mim que o liberalismo baseia-se no respeito pela responsabilidade individual e pela crença nessa mesma responsabilidade. O facto de eu acreditar que, na maioria das ocasiões, o Homem tomará a melhor decisão é que me faz sentir liberal. Não sei se sou liberal ou não, sei que me sinto liberal.

Acreditar que uma mulher fará um aborto de ânimo leve é não acreditar numa visão liberal da sociedade. Como é que eu posso acreditar na responsabilidade individual na economia se não acredito nessa mesma responsabilidade quando falamos de questões ético-morais? Não faz sentido. A economia também é ética e moral.

Os argumentos que me levam a votar SIM já foram todos explanados nos posts anteriores. Resumem-se a duas palavras: hipocrisia e consciência.

Hipocrisia porque temos uma lei que ninguém respeita e ninguém quer ver respeitada. Ninguém quer ver mulheres na cadeia por abortar. E não me venham com tretas do tipo: crime sem pena. Umas das grandes criticas que se faz ao País é o facto de muitas vezes parecer uma república das bananas, onde as leis não se fazem cumprir. Quando temos uma oportunidade para alterar este estado de coisas pelo menos numa matéria, parece que querem reviver essa república das bananas. A lei a ser aprovada, se o SIM ganhar, acabará com este estado de coisas e tornará mais fácil a aplicação da lei. Permitirá ao Estado ser mais exigente e sério na aplicação das leis. Se alguém infringir a lei poderá efectivamente ver-lhe ser aplicada uma pena - por esta razão é que talvez 12 semanas para interromper a gravidez fossem mais ajustadas, mas enfim…. Não desejo que ninguém vá preso por interromper a gravidez até às 10 semanas, mas já não me importo nada, ou menos, se alguém for preso por interromper a gravidez às 24 semanas.

Consciência porque é um acto de responsabilidade individual. A vitória do SIM permitirá que os do NÃO continuem a exercer a sua moral como bem entenderem, enquanto a vitória do NÃO não permitirá que os do lado do SIM possam exercer a sua consciência moral como bem entendem.

O meu voto não é um voto pela dignidade das mulheres, isso é uma treta. Feliz ou infelizmente só as mulheres têm a capacidade de gerar um filho. Portanto não acredito na tese da dignidade. O meu voto é pela liberdade enquanto acto de responsabilidade, nada mais.

Da conjugação destes factores e pela crença muito forte que o número de abortos a longo prazo não aumentará exponencialmente, o meu voto é SIM.

Custa-me ver a Direita liberal entrar em ondas com os elementos da sua área política que defendem a alteração da lei como se os quisessem colar à Esquerda, aliás, falam muitas vezes em extrema-esquerda. Esquecendo por momentos a questão central do tema, e colocando a questão politicamente, esta é uma oportunidade única para esvaziar a esquerda extremista de uma das suas últimas bandeiras fracturantes. Após o referendo, se o SIM ganhar, pouco restará à extrema-esquerda para oferecer ao país real (uma ou outra causa mais). Em matéria de questões do desenvolvimento efectivo do País nada têm para dar e aí o seu trabalho será inócuo. Nada mais restará a esta Esquerda. Menos uns poucos para atrapalhar, pois o povo não dorme. Até podem ter piada mas ninguém acredita neles enquanto solução de sociedade.

SIM. Porque SIM ainda é SIM e NÂO ainda é NÂO. É tempo de reflectir. Até Domingo.

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02
Fev 07
publicado por brmf, às 11:26link do post | comentar
Creio que é consensual que nenhuma mulher faz um aborto de ânimo leve, sejam defensores do Sim ou do Não. Se assim é, só o voto na opção Sim faz sentido. O facto de alguma mulher fazer um aborto de ânimo leve é a maior prova de que não merece ser mãe.
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publicado por brmf, às 11:19link do post | comentar


Também por isto é que o único voto possível é o SIM. E quem fizer o que acima está descrito, deve ir parar, efectivamente, à prisão.
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01
Fev 07
publicado por brmf, às 18:03link do post | comentar

" (…)
Não está a ser referendada a integração do abortamento despenalizado no SNS, acto para o qual tem competência o Governo.
(…)
A pergunta a referendo interroga os eleitores sobre se concordam com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez realizada, por opção da mulher grávida, dentro de um certo prazo determinado e em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
(…)
Concordo com a despenalização proposta. Responderei à pergunta que me é feita.
(…) nada impede que a direita maioritária
(a verificar-se esta situação num futuro próximo) proceda à sua exclusão. Sem referendo. Sem consultas (…) cá estarei para criticar a integração do abortamento despenalizado no SNS e para pugnar pela sua exclusão o mais rapidamente possível. "

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31
Jan 07
publicado por brmf, às 09:52link do post | comentar
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publicado por brmf, às 09:51link do post | comentar
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30
Jan 07
publicado por brmf, às 17:36link do post | comentar

“A decisão sobre a legalização ou não do aborto não pode obedecer a uma norma moral partilhada só por uma parte da sociedade. Ninguém pode impor a sua moral aos outros”

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publicado por brmf, às 17:35link do post | comentar

“…poderei a continuar a exercer os meus valores morais como bem entender depois do dia 11 se o SIM ganhar; o contrário não é válido.”

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publicado por brmf, às 17:32link do post | comentar

(o voto na despenalização do aborto até às 10 semanas)  “Não fará aumentar nem diminuir os abortos, que sempre existiram e continuarão a existir – apesar de todos os meios contraceptivos hoje existentes -, não fará aumentar nem diminuir a natalidade. Esta tem a ver com os valores que defendemos, com a valorização do papel individual e social da maternidade, com a possibilidade de conciliação desta com a participação social e política da mulher. Tem a ver com a forma como encaramos as relações entre os sexos, com uma ética de comportamento, com a responsabilidade dos nossos actos. Tem a ver com as convicções pessoais e religiosas, com a consciência individual de cada um. A lei não obriga, não incita, nem cria a realidade, apenas reconhece e regulamenta a já existente. (…)”

(Esther Mucznick, 27 de Outubro, jornal Público)

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publicado por brmf, às 11:44link do post | comentar
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