27
Out 09
publicado por brmf, às 18:45link do post | comentar

JMT elabora no seu artigo desta semana, no DN, uma tese que “só quem acredita que a Bíblia tem alguma relação com a palavra de Deus está habilitado para sobre ela fazer considerações éticas.” Segundo ele, só os crentes podem julgar o conteúdo da bíblia. Aos outros cabe apenas uma perspectiva estética da obra, ou seja, se é boa ou má literatura. Regra geral, aprecio as crónicas do JMT, mas desta vez não tem razão. Era o que mais faltava que um não crente não pudesse fazer um julgamento crítico do conteúdo de um livro. Saramago não estaria “habilitado” (seria incoerência) se julgasse Deus enquanto referência religiosa, mas Saramago limitou-se a fazer considerações sobre Deus enquanto personagem de uma obra literária. O que Saramago disse refere-se ao “Deus da bíblia”. Não fala de Deus enquanto figura religiosa. Fala de Deus enquanto personagem literária. Nada mais. E relativamente a isso tem todo o direito de o fazer. Se está certo ou errado é outra conversa.

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ricochete


16
Jan 09
publicado por brmf, às 15:25link do post | comentar | ver comentários (1)

1. Considerando o pressuposto que a pedofilia no seio das instituições da Igreja apresenta maior incidência do que em qualquer outro tipo de instituições ocidentais – acho que é plausível, pelas notícias que nos chegam -, temos que pela lei das probabilidades o risco de uma criança ser vítima de pedofilia é superior quando frequenta uma qualquer instituição ou acontecimento da Igreja. Assim, fica um alerta: os pais devem reflectir bem antes de deixarem os seus filhos irem à catequese. A probabilidade dos seus filhos serem vítimas de pedofilia aumenta (ainda que de forma residual). Mais: segundo relatos da Imprensa, a Igreja aconselha o “acobertamento destes casos”, pelo que a probabilidade de o caso vir a ser descoberto é menor, ou seja, o perigo aumenta.

 

2. Portugal apresenta um dos maiores índices de violência doméstica na Europa. Portugal professa maioritariamente a religião católica (creio que 85%), com uma das maiores prevalências da Europa. Não tenho dados concretos, mas por uma consulta rápida – cruzamento das variáveis violência doméstica vs confissão religiosa -, creio que a violência doméstica é menor nos países da Europa Ocidental que apresentam maior percentagem de indivíduos sem qualquer confissão religiosa. Assim, aqui fica mais um alerta: as mulheres portuguesas devem pensar muito bem antes de casarem com católicos ou quaisquer outros indivíduos que professem um credo religioso. Mais: acrescente-se o facto de a Igreja (pelo menos um líder da Igreja) aconselhar também o “acobertamento destes casos”. É levar e calar.

 

(extraído do que escrevi aqui)

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15
Jan 09
publicado por brmf, às 17:41link do post | comentar

Eu tenho me entretido ao ver e ao ler os comentários às palavras do Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo. Ele disse, entre outras coisas, o seguinte: “Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Ala sabe onde acabam”. A Esquerda anticlerical fanática, para discutir estas palavras do Patriarca, vem logo falar da violência doméstica no seio das famílias católicas, como se isso viesse à discussão. A Direita conservadora católica, para não ficar atrás, vem logo falar de casos mediáticos que possam justificar as palavras do Patriarca. Ambos desviam a conversa para onde mais lhes convém. Eu acho que as palavras do Patriarca devem ser julgadas pelo que representam, e só. Dito isto, considero muito infelizes as palavras do Patriarca de Lisboa. Primeiro, tomou a parte pelo todo; o que é sempre perigoso. Segundo, da forma que falou - casamento em lato sensu e não apenas o contrato (interpretação pessoal) -, esquece-se do mais importante, o amor entre duas pessoas. Terceiro, é alguém com relevância pública (inclusive excede o âmbito meramente religioso), pelo que se pede, no mínimo, prudência quando fala de questões que podem originar “mal-estar” entre as diferentes religiões, para mais considerando que a Igreja Católica anuncia aos quatro ventos a tentativa de um maior entendimento inter-religioso (é pelo menos incoerente). É bom não esquecer que existem católicos fanáticos e muitas vezes os que casam com alguém de uma família profundamente católica passam um mau bocado, no mínimo, ou vão à missa ou não são bem-aceites. Dizer a um católico fanático que Deus não existe é arriscar-se a levar uma sova. Eu que diga à minha avó que Deus não existe que ela diz-me como é…:)

Acredito que o Patriarca foi mal interpretado, mas o que importa - é incontornável – não é o que se tenta dizer, mas a forma como os outros entendem o que se disse. Por isso, só lhe ficava bem tentar explicar o que efectivamente quis dizer.
 

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14
Jan 09
publicado por brmf, às 10:04link do post | comentar

"Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Ala sabe onde acabam"

(Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo)

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24
Dez 08
publicado por brmf, às 10:54link do post | comentar

A devastação da floresta amazónica.

 

[A Igreja] deverá proteger o homem de se destruir a ele mesmo. É preciso uma espécie de ecologia do Homem. As florestas tropicais merecem a nossa protecção. Mas o homem, enquanto criatura, também a merece”.

 

O Papa ainda está na Idade da Pedra Lascada e talvez tenha confundido os Australopitecos com o Homem Sapiens. Confundiu os macacos da Amazónia com os Seres Humanos. Só pode.

 

24Dez, 11h00


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