Nós, os Portugueses, temos a mania de complicar o que é simples. Na semana passada andei pela primeira vez no metro, aqui no Porto. Pensando eu que teria apenas que comprar um bilhete e “zás” tive uma pequena surpresa, esqueci-me de ir tirar um curso rápido de como andar de metro no Porto. O sistema necessita mesmo de um curso. Por acaso, ia com um amigo e não tive problemas, porque se não, ainda hoje estaria a tentar descobrir se teria que tirar um bilhete Z1, Z2, Z3 ou Z4. Se para um Português é complicado (quanto mais não seja, pede a ajuda a alguém que esteja próximo), imagine-se para um estrangeiro. Além disso, aquela ideia do andante (um pequeno cartão recarregável de viagens obrigatório) é completamente absurda. Já andei de metro em Londres e Paris e não havia nada disso. Será que nós estamos muito mais desenvolvidos que eles e eu ainda não dei por isso?
Sinceramente, era muito mais correcto chamar eléctrico do que metro. De metro não tem nada. Porto-Póvoa em 52 minutos faço eu de bicicleta. Metro não é por definição um sistema de transporte rápido?
Se eu fosse lisboeta, viesse ao Porto e andasse no Metro, no fim diria: estes tripeiros são mesmo estúpidos. Contra mim falo. Sou tripeiro com muito orgulho.