30
Mar 06
publicado por brmf, às 12:34link do post | comentar

O pódio foi alterado.

 

O Insurgente regressa porque é, de momento, na minha opinão, o melhor blogue português.

 

O Desesperada Esperança é uma estreia. Mas muito merecida. Apesar de nem sempre estar de acordo com o conteúdo dos posts, a realidade é que são muito bem escritos e acima de tudo muio coerentes.

 

O My guide to your galaxy merece a permanência no pódio. Sempre muito atento ao que realmente é importante.


publicado por brmf, às 10:07link do post | comentar

"Liberalismo apenas económico? Não. Obrigado." E porquê? Acima de tudo porque é incoerente. Ou se utilizam os mesmos princípios para tudo ou simplesmente não se utilizam.

 

A minha principal crítica à esquerda prende-se com o facto de só se lembrarem do liberalismo para questões "morais". Portanto, não posso admitir concordar com a direita no que critico à esquerda. É apenas uma questão de coerência.  


29
Mar 06
publicado por brmf, às 18:47link do post | comentar

Sendo eu um principiante no estudo, melhor, interesse pelo liberalismo (apesar de sempre me ter sentido um liberal), vou lendo as publicações da "Foundation of Economic Education".

 

A dada altura numa das publicações desta instituição, "The Freedom Philosophy" é abordado a "Essência do Americanismo". Após a leitura descobri que não defendo o liberalismo americano.

 

Na Declaração da Independência dos EUA, segundo a publicação, vem : "all men are created equal; that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights; that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness"

 

Depois, o autor da publicação diz: "This revolutionary concept was at once a spiritual, a political, and an economic concept.

It was spiritual in that the writers of the Declaration recognized and publicly proclaimed that the Creator was the endower of man's rights, and thus the Creator is sovereign.

It was political in implicitly denying that the state is the endower of man's rights, thus declaring that the state is not sovereign.

It was economic in the sense that if an individual has a right to his life, it follows that he has a right to sustain his life-the sustenance of life being nothing more nor less than the fruits of one's own labor."

 

Que raio de liberalismo é este onde o crescimento e desenvolvimento depende do "Criador"?

Hayek (adaptação/tradução Causa Liberal): "O individualísmo (o conceito-chave do liberalismo) tem como característica especial o respeito pelo ser humano e o reconhecimento da supremacia das suas preferências e opiniões

 

Liberalismo apenas económico? Não. Obrigado.


publicado por brmf, às 12:06link do post | comentar | ver comentários (4)

O que é o liberalismo de esquerda? Sinceramente não entendo o conceito.

 

Admito que o liberalismo não seja de direita nem de esquerda. Agora que seja de esquerda não entendo. O liberalismo é o "primado" do indivíduo sobre o colectivo. E nessa perspectiva é comum a todas as esferas. É comum à esfera económica (aqui surge o liberalismo de direita) mas também é comum a  outras esferas (religiosa, cultural, social, etc).

 

Mas não me parece ser possível que seja aplicado a todas as esferas referidas excepto na esfera económica. Ou seja, se for de esquerda, deixa de ser liberalismo.

 

Também já ouvi falar de esquerda anti-estatista. Mas se assim for, como se define a esquerda?

 

 


publicado por brmf, às 10:45link do post | comentar

height=100 src="http://www.ojogo.pt/artigos/22-36/p.gif" width=151 align=left NOSAVE>

 

 

 

 

(Fonte: O JOGO)

nota: aquele jogador de amarelo não é o Pepe


28
Mar 06
publicado por brmf, às 17:37link do post | comentar

"Os últimos mil bilhetes para o Benfica-Barcelona, da primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, já voaram das bilheteiras da Luz. Em pouco mais de duas horas foram vendidos os ingressos disponíveis.

Curiosamente, os adeptos espanhóis também se «candidataram» aos últimos bilhetes. Mas, uma vez que os ingressos se destinavam apenas a sócios do Benfica, alguns contornaram a situação adquirindo kits de sócio." (via Mais Futebol)

 

Eu até simpatizava mais com o Real Madrid, achava-o mais parecido com o Benfica, mas a partir de agora, em Espanha, sou do Barcelona. Afinal, eles são dos nossos! São sócios e tudo! 

 

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publicado por brmf, às 15:05link do post | comentar

"(Dahrendorf)...quer livre escolha individual, mas rejeita o individualismo; adere ao mercado e à propriedade privada, mas é contrário à exclusão social. Uma das suas causas, muito britânica, é a defesa das virtudes do serviço público com combate permanente às suas gorduras e excessos." (no DE)

 

Por muito boas que sejam as intenções (e são) desta forma de liberaralismo, sinceramente custa-me acreditar na sua exequibilidade. Parece-me contrapruducente, por um lado admitir as "gorduras e excessos" do estado, e por outro, defender as virtudes do estado para combater essas mesmas "gorduras e excessos".

 

Isto faz-me lembrar aqueles treinadores que quando estão a perder colocam mais defesas em campo para não perderem por mais.

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publicado por brmf, às 10:24link do post | comentar

"Continental Europe is different from the US. What Americans see as naturally paired -- individualism with tradition, Christian fundamentalism with open markets -- have been separated in Europe since the Thirty Years War. In America, the individual came before the state, in theory and in chronology

(...)

In American tradition, the only power looking out for everyone is an individual God. In Europe, the state is the basis and goal of every social structure" (...)

(via My Guide to your Galaxy)

 

Parece-me, lendo isto, que a escolha é entre Deus e Estado. Deixem-me acreditar que não é assim.

 

Parece-me muito pouco liberal colocar estas questões assim. É quase como justificar entre nós o que criticamos no Islão, ou seja, a utilização da Religião para fins que não sejam só os da "Fé" de cada um. Quase que induzindo que o crescimento económico depende de um certo fundamentalismo religioso, em concreto, fundamentalismo cristão.

 

A questão é a escolha entre um estado e máquina fiscal pesados e um estado, apenas, regulador. Não entre a escolha entre Deus e Estado.

 

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publicado por brmf, às 10:17link do post | comentar

Hoje há jogo grande!

 

O clube da luz entra em campo para mais uma jornada europeia. Após ter afastado da competição dois históricos ingleses, neles incluído o ainda detentor do troféu, o Benfica tenta novamente surpreender uma Europa do futebol dominada por equipas de orçamentos gigantescos em que através de um pensamento simplista e lógico só as equipas mais apetrechadas imperariam. É esta tendência que desejamos ver esbatida. De facto, já o heróico Porto de Mourinho demonstrou que conjuntos bem organizados e dirigidos têm armas para derrubar as grandes potências. Todavia, a conjuntura do futebol europeu dessa época foi um pouco atípica na medida em que os «gigantes» foram sucessivamente eliminados.

 

Possuir unidades do calibre de equipas como esta do Barcelona é um privilégio. O clube espanhol tem alguns dos melhores intérpretes do futebol mundial. As suas unidades ofensivas emprestam um talento imenso ao jogo. Quem tem um armador de jogo da classe de Deco, um fenómeno como Ronaldinho, o prodígio Messi e o goleador refinado Eto'o pode ter uma confiança inabalável. Estes sim, são os verdadeiros galácticos, a equipa que pratica o futebol mais atractivo da Europa.

Por outro lado, que armas poderá ter este Benfica? Esta equipa já demonstrou que tem um desejo enorme de se impor nas competições europeias e conquistar novamente o respeito que a sua história recheada de êxitos lhe conferiu. Os pupilos do holandês constituem um caso estranho na medida em que cederam na competição nacional suprema, em que a regularidade e a dinâmica de vitória é imprescindível. Nesse aspecto Koeman também falhou. O líder deve manter os seus comandados com  a máxima concentração em todas as frentes.

 

Esta equipa transcende-se nos jogos europeus, jogando com uma motivação e uma concentração muito forte.

 

A defesa encarnada tem demonstrado nestes jogos uma grande solidez travando com sucesso jogadores com craveira indiscutível. Toda a equipa constitui um bloco organizado e compacto com inteligência táctica e frieza emocional. Esses pressupostos de jogo tem de se manter no jogo de hoje. A concentração é a chave para um possível desfecho favorável.  É fundamental cortar todas as linhas de passe possíveis ao «maestro» Deco para que Ronaldinho e Samuel Eto'o não tenham o elemento essencial para causar danos (a bola). Vamos esperar que Koeman incuta o mesmo espírito aos seus atletas e que estes repitam o façanha de vencer brilhantemente na champions. A parada desta vez subiu até ao topo, vamos defrontar os melhores. Esperemos que Portugal mostre a  «nuestros hermanos» que o poderio económico não é tudo, desejando que com uma vontade enorme e o talento dos nossos homens os vençamos.

Autor: JP

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publicado por brmf, às 09:55link do post | comentar

Este blog passará a contar com uma coluna periódica. Esta rúbrica abordará essencialmente futebol, estou em crer, que quase exclusivamente o Benfica (a ver vamos).

O autor desta rúbrica dá-se pelo nome de JP. Um grande bem-vindo, desde já, a este caro amigo. Bons posts, amigo!


27
Mar 06
publicado por brmf, às 09:46link do post | comentar

A minha leitura de fim de semana, sugerida pelo excelente My Guide to your Galaxy, foi o relatório Timbro sobre um estudo comparativo entre os EUA e a UE com base nos PIB´s das duas regiões. Para a maior parte dos leitores deste blog (eu próprio e um ou outro amigo) provavelmente é uma leitura tardia mas só agora tive conhecimento deste relatório.

 

A realidade é que, enquanto a América cresce, a Europa continua estagnada. Duas formas diferentes de intervenção estatal dão resultados distintos com brutal vantagem para quem intervém menos - os EUA.

 

Quando se fala dos EUA, a ideia que os europeus têm é que nos EUA, apesar da sua riqueza, esta está muito mal distribuída. Mas para contrariar essa ideia feita por uma certa esquerda anti-americana, aqui ficam dois quadros com a comparação entre a posse de bens domésticos entre os mais pobres (note-se, os pobres) dos EUA e a média Europeia:

 

(Poor households in USA)

 

Os EUA ficam à frente em quase todos os itens.  Ou seja, mesmo os mais desfavorecidos dos EUA vivem comparativamente melhor (eu sei que o materialismo não é qualidade de vida, mas lá que ajuda, isso ajuda) do que os Europeus médios  (compare-se o primeiro quadro com o segundo).   

 

A grande conclusão é que é mau ser pobre em qualquer circunstância. Mas é preferível ser pobre num país rico do que num país pobre. Os pobres dos países ricos são menos pobres do que os pobres dos países pobres.

 

Como se pode verificar o estado-providência não significa, em boa verdade, providência nenhuma, mas antes um entrave ao crescimento que afectará todos da mesma forma, aliás, afectará mais os desfavorecidos.

 

Um estado pesado e uma carga fiscal elevada cria obstáculos ao crescimento e não cumpre os propósitos a que se comprometeu, ou seja, não redistribui riqueza, pois esta antes de ser distribuída tem de ser criada.  

 

Esta é uma leitura muito interessante, essencialmente para um certo anti-americanismo latente na nossa sociedade, em concreto numa certa esquerda.  

 

Podem fazer o download do documento AQUI (ficheiro em pdf).

 

 

 

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26
Mar 06
publicado por brmf, às 02:20link do post | comentar
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