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Mar 06
publicado por brmf, às 18:33link do post | comentar

Mais uma vez, através do excelente Insurgente, cheguei a um artigo muito bem escrito sobre Totalitarismo e Democracia:

 

"A teoria do Estado totalitário se delineia na crença de que o individuo é produto exclusivo do meio social e que ele não passa de mera soma de fatores que agem e interagem na sociedade que o circunda. Na compreensão totalitária, o individuo deve tudo ao meio a que pertence e à sociedade onde vive. Eliminada a hipótese do livre-arbítrio e da transcendência, a sociedade pode e deve exigir do individuo, através do aparato coercitivo em vigência, a totalidade do seu ser. Assim, ao lado de ter-se no totalitarismo um grupo que centraliza os poderes políticos e administrativos, nele prevalece, sem reservas, a idéia da supremacia da sociedade – esta entendida como principio e fim da existência individual. O respeito ao Estado de Direito e as garantias fundamentais do individuo, incluído o direito de propriedade, são consideradas projeções descabidas de um direito “burguês”. Para o totalitarismo não há porque acreditar nos direitos fundamentais do homem, e eis porque todo Estado totalitário termina por impor-se como ditadura, embora nem toda ditadura seja totalitária.

 

O nazismo, por exemplo, com a supremacia da “vontade nacional-socialista”; a antiga URSS, com os rigores da “ditadura do proletariado” preconizada por Marx; a ditadura chinesa, a partir do “voluntarismo campesino” de Mao; o “socialismo carcerário” de Cuba, com a petrificação de Fidel Castro no poder e, no caso brasileiro, os arreganhos do Estado Regulado (idealizado por Antonio Gramsci) posto em andamento pela ação “gradual e hegemônica” do PT – são todos exemplos reais de Estados totalitários que, partindo da supremacia do social, sincronizam a associação entre política e totalitarismo."

Por Ipojuca Pontes no Mídia sem Máscara

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publicado por brmf, às 18:10link do post | comentar

"Vender empresas nacionais ao estrangeiro não é um risco – é uma vantagem: elas passam a ser geridas na perspectiva da eficácia e da criação de valor (e não para responder às muitas necessidades de um país, como uma mesma empresa financiar simultaneamente Sporting e Benfica). A Inglaterra prosperou depois de abrir as suas empresas a capital estrangeiro. A própria ‘city’, em Londres, que viu descer a mítica Union Jack da fachada dos grandes bancos, não perdeu brilho, ganhou poder – os seus bancos passaram a falar várias línguas."

Por Martim Avillez Figueiredo no DE (vale a pena a leitura integral do artigo) 

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publicado por brmf, às 17:54link do post | comentar

Através dos comentários do insurgente descobri esta pérola do partido comunista português. Sem surpresas...

 

"Comentário do PCP à noticia da morte de Slobodan Milosevic

 

1. O anúncio da morte de Slobodan Milosevic — o ex-presidente da República da Jugoslávia que resistira às imposições dos Estados Unidos e da NATO — ocorrida nas instalações do «Tribunal de Haia» para onde havia sido ilegalmente conduzido após o bombardeamento e desmembramento da Jugoslávia, não pode deixar de suscitar as mais legítimas interrogações.

 

2. O desaparecimento de Milosevic, curiosamente uma semana após a notícia do «suicídio», naquele mesmo local, de um outro destacado responsável político de territórios da ex-Jugoslávia, constitui um oportuno acontecimento para todos quantos — a começar pelos Estados Unidos — desejam iludir as graves consequências do seu intervencionismo, ver enterrada a verdade sobre a guerra que ali desencadearam e a nova situação na região dos Balcãs decorrente do processo de desmembramento que ainda hoje prossegue como o revela a tentativa em curso de separação do Kosovo.

 

3. O falecimento de Milosevic contribuirá para que perdure o conjunto de mentiras e falsificações históricas que deram suporte à ilegítima guerra de agressão, movida pelos Estados Unidos e pela NATO na base dos mais diversos pretextos, ao processo de sequestro e entrega de Milosevic ao «Tribunal de Haia», ao desmembramento violento do Estado Jugoslavo e à criação de uma nova situação geopolítica que visou, no essencial, a criação de um conjunto de novos países e protectorados subordinados à estratégia e objectivos de dominação dos Estados Unidos e dos seus aliados naquela região."

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publicado por brmf, às 11:59link do post | comentar
"O valor dos salários no sector privado em Portugal deverá ter largamente superado durante o ano passado o somatório da inflação e do aumento da produtividade registado, quebrando assim uma das regras geralmente estabelecidas para preservar a competitividade da economia nacional.

....

Tendo em conta que em 2005 a taxa de inflação se cifrou em 2,3% e que, de acordo com os dados das remunerações declaradas à Segurança Social, os salários cresceram 4,3% em Outubro face ao período homólogo, torna-se evidente que o muito fraco aumento da produtividade nacional ficou muito longe de compensar este elevado diferencial.

....

A ameaça à competitividade nacional ocorre quando se verifica que a evolução dos custos unitários de trabalho em Portugal é mais alta do que a que ocorre nos países parceiros comerciais. Este indicador é medido como o aumento da compensação por trabalhador menos a variação da produtividade.

....

Portugal tem a este nível registado valores sempre mais elevados do que os seus concorrentes. Mesmo em 2004, ano em que os custos unitários de trabalho cresceram 2,1%, isso não foi suficiente para ficar abaixo da média europeia.

....

Em 2005, com os salários a crescerem 4,3% e com a pequena compensação de 0,3% na produtividade, o cenário deverá ser ainda mais desfavorável, uma vez que na maior parte dos parceiros europeus a contenção salarial tem sido aplicada e, principalmente, a produtividade tem aumentado muito mais."

Fonte: DN

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