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Mar 06
publicado por brmf, às 17:37link do post | comentar

"Os últimos mil bilhetes para o Benfica-Barcelona, da primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, já voaram das bilheteiras da Luz. Em pouco mais de duas horas foram vendidos os ingressos disponíveis.

Curiosamente, os adeptos espanhóis também se «candidataram» aos últimos bilhetes. Mas, uma vez que os ingressos se destinavam apenas a sócios do Benfica, alguns contornaram a situação adquirindo kits de sócio." (via Mais Futebol)

 

Eu até simpatizava mais com o Real Madrid, achava-o mais parecido com o Benfica, mas a partir de agora, em Espanha, sou do Barcelona. Afinal, eles são dos nossos! São sócios e tudo! 

 

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publicado por brmf, às 15:05link do post | comentar

"(Dahrendorf)...quer livre escolha individual, mas rejeita o individualismo; adere ao mercado e à propriedade privada, mas é contrário à exclusão social. Uma das suas causas, muito britânica, é a defesa das virtudes do serviço público com combate permanente às suas gorduras e excessos." (no DE)

 

Por muito boas que sejam as intenções (e são) desta forma de liberaralismo, sinceramente custa-me acreditar na sua exequibilidade. Parece-me contrapruducente, por um lado admitir as "gorduras e excessos" do estado, e por outro, defender as virtudes do estado para combater essas mesmas "gorduras e excessos".

 

Isto faz-me lembrar aqueles treinadores que quando estão a perder colocam mais defesas em campo para não perderem por mais.

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publicado por brmf, às 10:24link do post | comentar

"Continental Europe is different from the US. What Americans see as naturally paired -- individualism with tradition, Christian fundamentalism with open markets -- have been separated in Europe since the Thirty Years War. In America, the individual came before the state, in theory and in chronology

(...)

In American tradition, the only power looking out for everyone is an individual God. In Europe, the state is the basis and goal of every social structure" (...)

(via My Guide to your Galaxy)

 

Parece-me, lendo isto, que a escolha é entre Deus e Estado. Deixem-me acreditar que não é assim.

 

Parece-me muito pouco liberal colocar estas questões assim. É quase como justificar entre nós o que criticamos no Islão, ou seja, a utilização da Religião para fins que não sejam só os da "Fé" de cada um. Quase que induzindo que o crescimento económico depende de um certo fundamentalismo religioso, em concreto, fundamentalismo cristão.

 

A questão é a escolha entre um estado e máquina fiscal pesados e um estado, apenas, regulador. Não entre a escolha entre Deus e Estado.

 

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publicado por brmf, às 10:17link do post | comentar

Hoje há jogo grande!

 

O clube da luz entra em campo para mais uma jornada europeia. Após ter afastado da competição dois históricos ingleses, neles incluído o ainda detentor do troféu, o Benfica tenta novamente surpreender uma Europa do futebol dominada por equipas de orçamentos gigantescos em que através de um pensamento simplista e lógico só as equipas mais apetrechadas imperariam. É esta tendência que desejamos ver esbatida. De facto, já o heróico Porto de Mourinho demonstrou que conjuntos bem organizados e dirigidos têm armas para derrubar as grandes potências. Todavia, a conjuntura do futebol europeu dessa época foi um pouco atípica na medida em que os «gigantes» foram sucessivamente eliminados.

 

Possuir unidades do calibre de equipas como esta do Barcelona é um privilégio. O clube espanhol tem alguns dos melhores intérpretes do futebol mundial. As suas unidades ofensivas emprestam um talento imenso ao jogo. Quem tem um armador de jogo da classe de Deco, um fenómeno como Ronaldinho, o prodígio Messi e o goleador refinado Eto'o pode ter uma confiança inabalável. Estes sim, são os verdadeiros galácticos, a equipa que pratica o futebol mais atractivo da Europa.

Por outro lado, que armas poderá ter este Benfica? Esta equipa já demonstrou que tem um desejo enorme de se impor nas competições europeias e conquistar novamente o respeito que a sua história recheada de êxitos lhe conferiu. Os pupilos do holandês constituem um caso estranho na medida em que cederam na competição nacional suprema, em que a regularidade e a dinâmica de vitória é imprescindível. Nesse aspecto Koeman também falhou. O líder deve manter os seus comandados com  a máxima concentração em todas as frentes.

 

Esta equipa transcende-se nos jogos europeus, jogando com uma motivação e uma concentração muito forte.

 

A defesa encarnada tem demonstrado nestes jogos uma grande solidez travando com sucesso jogadores com craveira indiscutível. Toda a equipa constitui um bloco organizado e compacto com inteligência táctica e frieza emocional. Esses pressupostos de jogo tem de se manter no jogo de hoje. A concentração é a chave para um possível desfecho favorável.  É fundamental cortar todas as linhas de passe possíveis ao «maestro» Deco para que Ronaldinho e Samuel Eto'o não tenham o elemento essencial para causar danos (a bola). Vamos esperar que Koeman incuta o mesmo espírito aos seus atletas e que estes repitam o façanha de vencer brilhantemente na champions. A parada desta vez subiu até ao topo, vamos defrontar os melhores. Esperemos que Portugal mostre a  «nuestros hermanos» que o poderio económico não é tudo, desejando que com uma vontade enorme e o talento dos nossos homens os vençamos.

Autor: JP

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publicado por brmf, às 09:55link do post | comentar

Este blog passará a contar com uma coluna periódica. Esta rúbrica abordará essencialmente futebol, estou em crer, que quase exclusivamente o Benfica (a ver vamos).

O autor desta rúbrica dá-se pelo nome de JP. Um grande bem-vindo, desde já, a este caro amigo. Bons posts, amigo!


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