30
Abr 06
publicado por brmf, às 21:14link do post | comentar

Para todos aqueles que consideram a moção Fazer Futuro, da Juventude Popular, a ser apresentada no congresso do CDS, uma excelente linha orientadora de como o partido se deverá posicionar no espectro político Português, aconselho vivamente o artigo de Pedro Ferraz da Costa na revista Atlântico de Maio.

 

Não é que não concorde com a moção, mas como diria Pires de Lima, a serem concretizadas as ideias propostas por Pedro Ferraz da Costa, o partido tornar-se-ia mais sexy, ou seja, mais apelativo.  Um partido sem base de apoio não faz sentido. O CDS não precisa de ser um partido catch all, mas, pelo menos, tem que ter um apoio considerável para se afirmar como partido de poder.

 

Tenho dúvidas se as ideias de Pedro Ferraz da Costa fazem sentido no CDS. Pode ser considerado liberal de mais para um CDS tal como se apresenta actualmente à sociedade. Mas não me parece impossível, pelo menos, tentar "suavizar" a matriz cristã, particularmente católica, que marcam claramente a  "proposta de valor" actual do partido. Como diz Pedro Ferraz da Costa: é possível e desejável reconhecer a matriz católica sem ter uma visão "islâmica" da articulação entre a Igreja e o Estado.

Conseguido este desiderato, não tenho dúvidas que o CDS poderia abarcar entre si um número muito maior de apoiantes e quadros qualificados.

Se o CDS conseguir "suavizar a sua matriz cristã, não tenho dúvidas que poderá jogar um papel importante no plano político português. Caso contrário será sempre um partido à sorte dos ventos.  Um partido que tanto defende ideais liberais como defende interesses corporativistas momentâneos, às vezes os pescadores, outras vezes os reformados, outras os ex-combatentes.

Não é que estes não me mereçam todo o respeito mas para se afirmar como partido de poder terá que apresentar um projecto político global, um novo "paradigma" sem falsos moralismos (não implica necessariamente libertinagem) de governo do País.

Como diz Pedro Ferraz da Costa, terá que ser um partido anti-socialista, anti-burocrático , anti-confessional e de direita liberal .

É simples. É preciso coragem. De um artigo como este transformado em moção eu seria um grande apoiante sem quaisquer dúvidas.  

   

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28
Abr 06
publicado por brmf, às 17:52link do post | comentar

...na manutenção do Rio Ave. É preciso ganhar ao Sporting. Nós por cá agradecemos.

 

 

Bom fim de semana!

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publicado por brmf, às 14:39link do post | comentar
Segundo o suplemento de economia do JN, as vendas de tabaco diminuíram 15% no primeiro trimestre deste ano e as receitas dos impostos sobre o Tabaco caíram cerca de 37%. Infelizmente não me parece que o consumo de tabaco tenha diminuído nestas proporções. Quem me dera estar errado. Mas, para justificar esta suspeição, aqui fica: Alguém quer tabaco espanhol 25% mais barato?

Podem deixar os pedidos na caixa de comentários*.

(*não é para levar a sério)
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publicado por brmf, às 10:24link do post | comentar
"...a DGCI concluiu, na sequência de um pedido de informação de um contribuinte, que «a Concordata entre a República Portuguesa e a Santa Sé prevê que os donativos feitos às pessoas jurídicas canónicas a quem tenha sido reconhecida personalidade civil produzem efeito tributário de dedução à colecta». Ou seja, podem ser deduzidas aos impostos a pagar dentro dos limites estabelecidos na lei.

No entanto, a DGCI considera que apenas terão relevância fiscal os donativos concedidos pelas pessoas singulares, excluindo assim as entregas feitas pelas empresas."

 

O problema não está no facto das empresas não poderem deduzir donativos feitos à Igreja. O problema está no facto das pessoas singulares o poderem fazer.

 

Posso deduzir aos impostos uma doação ao Benfica?

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publicado por brmf, às 09:45link do post | comentar

" A revolução, para mim, é como uma cunha: se não fosse o 25 de Abril, eu não teria emprego"

(O gato fedorento Ricardo Araújo Pereira na Visão)

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27
Abr 06
publicado por brmf, às 16:32link do post | comentar | ver comentários (1)

Moção ao congresso do CDS-PP:

Uma análise da base social de apoio e da própria militância do PS e do PSD permite concluir que estes estão decisivamente dependentes dessa enorme rede clientelar que se oporá sempre – compreensivelmente – às reformas tidas como necessárias: fá-lo-á internamente, nas opções estratégicas dos partidos, e externamente, em eleições

Espero que o facto de três subscritores da moção, um dos quais o principal subscritor, estarem empregados na CML não tenha a ver com essa rede clientelar.

Mas refira-se que o documento está bem redigido e com propostas (apesar de vagas) muito bem teorizadas.

A parte que mais me agradou do documento foi:

“…no que às outras prestações sociais diz respeito, é fundamental rever os critérios de elegibilidade. Hoje, em Portugal, esses critérios são muito flexíveis, o que prejudica essencialmente quem mais precisa, na medida em que lhe caberá necessariamente uma parcela menor. Não podemos aceitar que o subsídio de desemprego seja atribuído a quem não quer trabalhar, sem distinguir os que se esforçam para encontrar emprego e os que o recusam sucessivamente. Não podemos também aceitar que uma prestação como o Rendimento Social de Inserção seja atribuída a jovens: não é crível que não existem outras alternativas para quem está na melhor idade para as ter. Um jovem que não tem condições de sustentabilidade tem de ser ajudado ao nível da formação sem nunca ser habituado a depender do Estado.”

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26
Abr 06
publicado por brmf, às 18:20link do post | comentar

Enquanto tivermos Presidentes a dois mandatos os discursos serão ocos e vagos como este.

 

Um discurso que não apresenta propostas, que não sugere, que não indica caminhos, que não traça objectivos que não critica nem elogia. Apenas relata. E para isso já nos chega o Gabriel Alves. 

 

Relatos nem dos de futebol gosto.

 

 

 

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publicado por brmf, às 17:53link do post | comentar

Cavaco Silva:

" De facto, a comemoração do 25 de Abril seria uma ocasião propícia para reflectir sobre o que desejamos do nosso sistema político, o que esperamos do papel e do funcionamento dos partidos, o que é exigível do comportamento dos eleitos e demais agentes políticos, o que deve ser feito para que os cidadãos ganhem uma nova confiança e respeito pela actividade política e para que a democracia se revitalize e suscite na juventude portuguesa maior motivação e entusiasmo. "

(discurso do PR nas comemorações do 25 de Abril)

 

Porque não o fez Sr. Presidente?

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publicado por brmf, às 15:12link do post | comentar | ver comentários (2)

... esta entrevista de Álvaro Cunhal transcrita no Licenciosidades (aliás, muito bem lembrada):

 

Nós, os comunistas, não aceitamos o jogo das eleições (...) Se pensa que o Partido Socialista com os seus 40 por cento de votos, o PPD, com os seus 27 por cento, constituem a maioria, comete um erro. Eles não têm a maioria (…) Estou a dizer que as eleições não têm nada, ou muito pouco, a ver com a dinâmica revolucionária (...) Se pensa que a Assembleia Constituinte vai transformar-se num Parlamento comete um erro ridículo. Não! A Constituinte não será, de certeza, um órgão legislativo. Isso prometo eu. Será uma Assembleia Constituinte, e já basta (...). Asseguro-lhe que em Portugal não haverá Parlamento (...) Nós, os comunistas, já tínhamos afirmado aos militares que o PPD não devia estar presente [nas eleições], que não se podia conduzir o país ao socialismo por meio de uma ampla coligação democrática. Mas eles quiseram juntar socialistas, comunistas, sociais-democratas e as diversas correntes do MFA... Tínha-mo-los avisado de que as eleições constituíam um perigo, que eram prematuras, que se não se tomassem precauções as perderíamos (…) Democracia para mim significa liquidar o capitalismo, os monopólios. E acrescento: não existe hoje em Portugal a menor possibilidade de uma democracia como as da Europa Ocidental

 

 

 

 

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24
Abr 06
publicado por brmf, às 09:56link do post | comentar
Parabéns!

23
Abr 06
publicado por brmf, às 02:01link do post | comentar | ver comentários (1)

Passei o sábado em Tomar. Foi um sossego. Não vi nem ouvi nada!

 

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21
Abr 06
publicado por brmf, às 18:03link do post | comentar

... com o "Não, Obrigado!" do Vital Moreira no Causa Nossa:

 

"...

Pelos vistos, o Iraque salva a pele do Irão. Ironias da história, ou: os erros pagam-se, estúpido! Ou ainda: uma guerra errada pode precludir a possiblidade de uma guerra justa... "

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