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Mai 06
publicado por brmf, às 20:22link do post | comentar

Haja saúde!

A discussão sobre o encerramento de algumas maternidades está acesa. A população queixa-se e manifesta-se vigorosamente. Através de estudos e da análise dos cuidados médicos existentes chega-se à conclusão que será prestado um melhor serviço se forem fechados os estabelecimentos públicos com um baixo número de partos.

Sabe-se que há mais riscos para uma mãe ao ser atendida e tratada numa maternidade com uma actividade reduzida. O Ministro da Saúde sugere uma concentração de meios técnicos e humanos para uma melhoria nos cuidados médicos.

Não vejo o que é que estas ideias trazem de tão revolucionário para indignar a voz popular. Num país que está ao nível dos mais atrasados da Europa, virem insurgir-se contra questões de menor importância como o bairrismo parece-me contraproducente e descabido.

Independentemente da ideologia política e das cores partidárias, a solução de Correia de Campos é racional, exequivel e deverá ser aplicada como um dos meios para termos um país mais organizado, rigoroso e eficiente.

Temos um país atrasado e quando surgem ideias para o modernizar, a mesquinhez do povo revela que a conjuntura de retrocesso resulta em parte da mentalidade de muitos cidadãos.

Para mudar o país alterem-se algumas mentalidades tacanhas e retrógadas.

 

Autor: JP


publicado por brmf, às 20:17link do post | comentar | ver comentários (3)
Nós, os Portugueses, temos a mania de complicar o que é simples. Na semana passada andei pela primeira vez no metro, aqui no Porto. Pensando eu que teria apenas que comprar um bilhete e “zás” tive uma pequena surpresa, esqueci-me de ir tirar um curso rápido de como andar de metro no Porto. O sistema necessita mesmo de um curso. Por acaso, ia com um amigo e não tive problemas, porque se não, ainda hoje estaria a tentar descobrir se teria que tirar um bilhete Z1, Z2, Z3 ou Z4. Se para um Português é complicado (quanto mais não seja, pede a ajuda a alguém que esteja próximo), imagine-se para um estrangeiro. Além disso, aquela ideia do andante (um pequeno cartão recarregável de viagens obrigatório) é completamente absurda. Já andei de metro em Londres e Paris e não havia nada disso. Será que nós estamos muito mais desenvolvidos que eles e eu ainda não dei por isso?

Sinceramente, era muito mais correcto chamar eléctrico do que metro. De metro não tem nada. Porto-Póvoa em 52 minutos faço eu de bicicleta. Metro não é por definição um sistema de transporte rápido?

Se eu fosse lisboeta, viesse ao Porto e andasse no Metro, no fim diria: estes tripeiros são mesmo estúpidos. Contra mim falo. Sou tripeiro com muito orgulho.
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publicado por brmf, às 14:27link do post | comentar

Em linguagem moderna, os judeus e os cristãos no estado islâmico clássico eram aquilo a que poderíamos chamar cidadãos de segunda classe, mas a cidadania de segunda classe, estabelecida de acordo com a lei e a revelação, e reconhecida pela opinião pública, era de longe melhor do que a ausência total de cidadania que era o destino dos não-cristãos e até de alguns cristãos com comportamentos anómalos no Ocidente.

 

[em A crise do Islão de Bernard Lewis] 

 

 

...é que a religião não deve transpor a esfera individual.

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publicado por brmf, às 14:26link do post | comentar

Dia da Libertação dos Impostos

(via My Guide to your Galaxy)

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publicado por brmf, às 10:07link do post | comentar

1. "A palavra ao JLP" (apesar do título não ser nada apelativo, o conteúdo é excelente) de José Barros no Licenciosidades sobre o liberalismo e o espaço deste no actual panorama político.

 

2. "Sócrates: falhar com competência" de João César das Neves no DN:

"Se o Governo não apertar mais, quando no futuro se olhar para este tempo, e se analisarem os mandatos de António Guterres, que nos meteu no sarilho, de Durão Barroso e Santana Lopes, que passaram ao lado, a História dirá que, dos primeiros-ministros incapazes, José Sócrates era indiscutivelmente o mais competente."  

Nota: Sempre que João César das Neves não escreve sob a batuta do seu confessionalismo religioso, escreve umas coisas acertadas.

 

[Adenda às 12.43]

3. "O Valor dos Índices" por JCD no Blasfémias via o regressado My Guide to your galaxy

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