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Nov 08
publicado por brmf, às 12:09link do post | comentar

A Manuela Ferreira Leite tem razão

(in stereo)

 

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O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, já deixou o Ministério da Educação. Pouco mais de meia-hora depois de entrar, cumpriu a posição aunciada de "abandonar as negociações" caso a ministra não suspendesse a avaliação.

"Não há propostas, a ministra recusou suspender o processo de avaliação", disse Mário Nogueira. "A ministra não tinha qualquer proposta. Convocou-nos para uma reunião e disse que queria ouvir a nossa opinião", acrescentou, à saída da reunião.

"A nossa opinião é que este processo de avaliação tem de ser imediatamente suspenso", acrescentou. Argumento ao qual a ministra não foi sensível, com a Fenprof a abandonar, assim, a reunião.

"Perante as famílias, os alunos e o país, responsabilizamos o Ministério da Educação e o Governo por tudo o que puder acontecer este ano lectivo e tiver reflexo na aprendizagem dos alunos", disse Mário Nogueira. "A aplicação deste modelo e teimosia em mantê-lo está a a provocar a degradação do ensino", acrescenta a Fenprof.

Segundo Mário Nogueira, a ministra disse, apenas, "perceber as dificuldades" do actual sistema de avaliação está a causar nas escolas .Não pelo modelo em si, mas pela resistência dos professores", terá dito Maria de Lurdes Rodrigues, revelou o secretário-geral da Fenprof.

"Os professores não vão abdicar desta exigência: a suspensão do modelo de avaliação", disse Mário Nogueira, deixando a porta aberta a "novas formas de luta", a partir de 12 de Dezembro. Ainda assim, reiterou o que havia dito à entrada para a reunião. "Estamos preparado para começar a dicutir já um novo modelo de avaliação". »

 

19Nov, 12h18

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publicado por brmf, às 10:53link do post | comentar

Eu não tenho especial simpatia por claques. Não nutro especial simpatia por claques por vários motivos. O primeiro dos quais, porque, quando apoiadas pelos clubes, têm direitos que os demais sócios da instituição não têm; injusto, a meu ver. Segundo, porque apesar do colorido que dão ao espectáculo, tiram gente dos estádios, que não querem ser alvos de violência gratuita. Terceiro, porque o conceito “ultra” que está por trás das claques, de não abandonar os confrontos físicos com os adversários, é algo animalesco e grotesco. Muitos outros motivos me levariam a não gostar, em tese, de claques.

Mas o que se está a passar com os No Name Boys, claque de apoio ao Benfica, ultrapassa todos os limites do razoável. A comunicação social está a empolar o caso no sentido de colá-lo ao clube e isso é inaceitável. O Pedro Fonseca no blogue Inferno da Luz diz tudo o que é preciso a este respeito:


“1 – Os No Name Boys, como os Diabos Vermelhos, ou os Ultra Benfica, são grupos de adeptos organizados que apoiam as equipas do Sport Lisboa e Benfica, dando um colorido e uma emoção ímpares ao espectáculo; 2 – O Benfica não apoia oficial nem institucionalmente nenhum desses grupos de adeptos; 3 – O Benfica não é responsável pelo que fazem na sua vida privada as centenas de milhar de sócios e os seus milhões de adeptos; 4 – Os No Name Boys são mais de 4 mil, segundo números vindos a público, não a meia dúzia envolvida nos “casos de polícia” relatados; 5 – O Benfica não pactua nem nunca pactuou com claques que se organizam como “estados dentro do estado” ou como “guardas pretorianos” de quem quer que seja; 6 – Os grupos de sócios e adeptos organizados, autointitulem-se No Name Boys, Diabos Vermelhos ou Ultras Benfica são indispensáveis no apoio às equipas do Sport Lisboa e Benfica, na Luz ou fora dela, desde que cumpram, como toda a gente, aliás, as regras de um Estado de Direito democrático.”

 

Mais: tem-se tentado colar os NN a posições ideológicas de extrema-direita de apoio neo-nazista (NN). Só má-fé, profunda ignorância ou simples estupidez é que pode desencadear nesta posição. Para quem não sabe o que foi o nazismo, é bom que se diga que a teoria nazista tinha uma génese racista que “defendia que a raça ariana era uma raça-mestra, superior a todas as outras”. Sabendo que os NN (No Name) são a claque mais multi-étnica do País, com uma percentagem considerável de negros (li que seriam 35% do total dos elementos), só me resta uma palavra: Vergonha. Racistas são estas considerações falsas sob um manto de purismo de virgens ofendidas. Comecei a gostar dos No Name Boys. Força Benfica.

 

19Nov, 11h02


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