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Jan 09
publicado por brmf, às 17:34link do post | comentar

A decisão da Autoridade da Concorrência (AdC) de cancelar a campanha do cartão que dá acesso gratuito a salas de cinema Lusomundo aos clientes da empresa ZON é curiosa. O abuso de posição dominante e a violação das regras da concorrência pode ter duas consequências relativamente ao público: benéfica ou prejudicial. A maioria dos casos de abuso de posição dominante é prejudicial aos consumidores. Na maioria dos casos a AdC não intervém. No caso da campanha da ZON estamos perante uma situação de benefício do consumidor. Nesta caso a AdC interveio. Curioso. Acredito que a campanha incorra em abuso de posição dominante da ZON e viole as regras da concorrência. Só não percebo porque é que a AdC interveio neste caso, logo agora que era uma situação de benefício dos consumidores.


publicado por brmf, às 16:31link do post | comentar

Nos últimos dias, andei a cantar as Janeiras. Creio que seria um excelente exercício para os autarcas. É uma boa forma de conhecer a realidade, a forma como as pessoas vivem e sobrevivem. Por detrás de uma parede ou um portão esconde-se, muitas vezes, uma realidade que não é visível à vista desarmada. Estou a falar, por exemplo, das ilhas (vi também alguns anexos traseiros, independentes, que não sei se posso definir como ilhas). As ilhas são um conjunto de habitações de pequenas dimensões construídas atrás de prédios principais ou com um acesso principal comum à face da estrada. Foram, na sua origem, montes de paredes divididas para albergar muita gente em pouco espaço. Hoje em dia, o espaço continua pequeno, mas as pessoas também são menos. Caracterizam-se por serem, na sua grande maioria, habitadas por idosos, sós, de parcos recursos económicos e em que o seu principal auxílio são a vizinhança. São moradores com enraizados laços de vizinhança. São pequenas “aldeias” comunitárias dentro das cidades. São zonas com elevados níveis de desconforto. Áreas degradadas. E as pessoas continuam lá, abandonadas à sua miséria na maioria dos casos.

 

(publicado também aqui)

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publicado por brmf, às 11:10link do post | comentar

Façam o favor de ler "É só fazer as contas", por Paulo Morais, no JN. O PSD e o CDS deviam ler e ver porque não são uma alternativa fiável de governação. Quando "escorraçam" alguém que vai, verdadeiramente, contra o satus quo da política portuguesa está tudo dito; é a alternativa de governação que apresentam ao País.

 

«Os governos dos últimos anos, a começar por aquele em que Cavaco Silva foi primeiro-ministro, transformaram os portugueses em meros escravos do orçamento, que consome exactamente metade da riqueza do país. Assim, a população empobrece, em proveito dum estado imenso, rico e esbanjador, caracterizado por gastos sem controlo na Educação, na Saúde ou na Justiça. (...)

Os cerca de sete mil milhões de euros que o Governo gasta, por exemplo, no ensino Pré-escolar, Básico e Secundário - 700 euros per capita, aproximadamente três mil por família - não têm o equivalente retorno no que diz respeito à qualidade de ensino. Nem por lá perto! O cúmulo dos cúmulos é mesmo o custo anual por aluno: quase cinco mil euros!!!

Nem o apoio na saúde corresponde, de forma alguma, aos oito mil milhões de euros de gastos anuais. Alguém acredita que cada português usufrui, em média, de cerca de oitocentos euros em cuidados de saúde?

Ou seja, os gastos públicos em educação dariam para matricular todos os alunos em colégios privados e o que se esbanja em saúde pagaria qualquer das melhores apólices de seguros.(...)»

 


publicado por brmf, às 10:55link do post | comentar

Fui questionado acerca do novo cabeçalho deste blogue. Passo a esclarecer. A casa de banho é um local de reflexão por excelência. Sentado na sanita, enquanto aguardo por evacuar os respectivos excrementos, costumo pensar. A questão do Homem sentado na sanita está explicada. Agora, passemos à proibição de o fazer. É cada vez mais difícil pensar com este Estado castrador. Proíba-se, então. Tal como diz Santos Silva, “os portugueses precisam do Estado”. O Estado pensa e age por nós. Desculpem este post um pouco malcheiroso. Prometo que foi o último. Passemos à questão estética do cabeçalho. Disseram-me que é ao estilo do Bloco de Esquerda. Que me desculpe a Direita portuguesa, mas a Esquerda tem um apuro estético muito superior. Falo da Esquerda caviar à la Bloco, porque a Esquerda ortodoxa, à la Comuna, deixa muito a desejar. A Joana Amaral Dias e a Odete Santos confirmam-no.

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