05
Nov 10
publicado por brmf, às 22:45link do post | comentar | ver comentários (3)

Eu não sou arquitecto e posso estar a escrever um conjunto de disparates, mas cá vai. No fim-de-semana passado andei pela Beira Litoral, por zonas rurais. Pensava eu que ia ver belas construções térreas adaptadas a uma zona rural. Puro engano. A maioria das construções, excepção feita aos centros das vilas e às moradias mais luxuosas, são mamarrachos construídos em altura. Em zonas onde o terreno é (ou devia ser) barato e farto, onde a construção em altura só beneficia o promotor do empreendimento, porquê continuar com este modelo de desenvolvimento que só retira beleza as aldeias e vilas típicas de Portugal? Não consigo compreender. Duvido, aliás, que a construção em altura seja mais barata que a construção térrea a longo prazo. Imagine-se que é necessário pintar a casa: é bem mais fácil pintar o exterior de uma casa térrea do que o exterior de um apartamento. No primeiro caso, com um pouco de habilidade e vontade, o proprietário poderá fazê-lo por si, no segundo caso, quase de certeza, que terá de recorrer a um profissional. Mais: retira beleza e retira capacidade de as pessoas produzirem alguns sustentos alimentares, por exemplo através de uma pequena horta, o que numa altura de crise poderia ser muito útil. É também por isto, que prova mais uma vez a cultura do betão imposta, que o futuro de Portugal não se apresenta nada risonho.


04
Nov 10
publicado por brmf, às 19:45link do post | comentar

« “Sou o único Presidente que não dissolveu a assembleia, pois prezo a estabilidade." Cavaco dirigiu a si mesmo um louvor que parece mesmo uma injúria. Qual dos leitores está grato ao Presidente pela soberba estabilidade em que vive? Imagino o elevadíssimo número de portugueses que estão em casa a pensar: "Bom, acabo de ficar desempregado e, tendo em conta o brutal aumento do custo de vida, o subsídio não me chega para sustentar a família. Mas sempre fico com mais tempo para apreciar esta magnífica estabilidade que o sr. Presidente da República me tem proporcionado." No fundo, gabar-se de ser o único que não dissolveu a assembleia equivale a dizer: "Reparem que eu não fiz nada. Escusam de agradecer." »

 

(RAP, aqui)


03
Nov 10
publicado por brmf, às 21:25link do post | comentar

A Economia é uma espécie de ciência oculta: as previsões são uma questão de crença. O que hoje é verdade, tal como diria o grande Pimenta Machado, amanhã é mentira. Os últimos dias assim o indicam. Todas as previsões apontavam para uma reacção positiva dos mercados à aprovação do Orçamento de Estado. A realidade vem demonstrando o contrário. Tenho uma solução: colocar sob a responsabilidade de contabilistas a política económica do País. O contabilista regista entradas e saídas: a realidade concreta. O economista estuda os fluxos, algo meio abstracto, obscuro, e que justifica tudo, até o contrário do que antes tinha predito. Chegou a hora dos contabilistas (ou dos merceeiros).

 


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