26
Out 12
publicado por brmf, às 10:00link do post | comentar
"Em quatro anos temos de ganhar 3 campeonatos e ir a uma final europeia" (LFV)

15
Out 12
publicado por brmf, às 10:50link do post | comentar

 

(Desfile de Nuno Gama, no ModaLisboa - via Facebook, RiseUp Portugal)


publicado por brmf, às 10:41link do post | comentar

Excelente entrevista da qual destaco (mas vale a pena ler tudo):

 

"Os votos em branco – e não as abstenções – deviam estar representados no parlamento por lugares vazios. Tinha duas vantagens. A primeira era trazer pessoas que não votam para dentro do sistema – qualquer dia temos uma vastíssima maioria de pessoas que nem vota, e isso é muito grave do ponto de vista da legitimidade democrática. Em segundo, levaria a que os partidos competissem entre eles, mas também que ganhassem confiança do seu eleitorado. Assim eles estão relativamente indiferentes ao aumento da abstenção. Além disso, uma pessoa – e já me aconteceu a mim – que vai votar e vota em branco tem, politicamente um voto muito significativo, quiçá mais do que votar num partido, porque significa que não dá confiança a nenhum dos partidos. No entanto, é democrata e foi votar. Mas hoje esse voto soma às abstenções, o que é uma mentira."

 

À distância, pode dizer-se que foi um dos melhores ministros das finanças que este País já conheceu. Ele avisou e poucos o escutaram - faço mea culpa.


12
Out 12
publicado por brmf, às 14:49link do post | comentar

Eu também faço parte de uma “raça de homens” que paga o que deve. Mas o problema não é esse. O problema é que o Estado, por culpas várias, não pode pagar a toda a gente que deve no prazo estipulado. E este governo tem escolhido sempre pagar aos credores financeiros da dívida pública. E nunca aos credores de trabalho, quer aqueles que descontaram toda a vida para ter uma reforma condizente, quer todos aqueles que têm vindo a ver os seus rendimentos brutalmente reduzidos apesar dos contratos sociais e laborais assinados e que entretanto foram “rasgados”.

A escolha é entre não pagar ou pagar tarde e mal. Eu sei que qualquer escolha é péssima, mas, infelizmente, não temos alternativa. Como estão as coisas corremos o risco de não pagar nada. Estamos na presença de um ciclo vicioso, apesar do governo nos querer vender a ideia do ciclo virtuoso.


03
Out 12
publicado por brmf, às 16:48link do post | comentar

As novas medidas de austeridade são más? São.

São melhores que a alteração de responsabilidades com a TSU? São.

 

A diferença é esta: antes os trabalhadores privados financiavam os empregadores e o Estado; agora os trabalhadores privados financiam parte da devolução dos subsidios aos funcionários públicos e o Estado. Com uma vantagem: é um esforço progressivo. Quem ganha mais contribui mais. Na minha análise é tão simples quanto isto.

 

À data da tomada de decisão, a medida anterior não tinha consequências sobre défice, apenas tentava - julgo sem sucesso - contornar uma decisão do TC; esta tem consequências sobre o défice (a menos que o subsidio dos FP seja encarado como um prémio).

 

Deixando de lado a comparação entre medidas: isto vai agravar a recessão. E a dívida vai continuar a aumentar. Sem cortar a despesa a sério e renegociar a dívida não temos saída. Enquanto considerarmos os contratos com os credores mais importantes do que os contratos com os portugueses e os trabalhadores não vamos a lado nenhum. Forte com os fracos; fraco com os forte.


publicado por brmf, às 13:08link do post | comentar

Grassa por aí a ideia que uma fornada ímpar de jogadores faz o Barcelona (exemplo). É uma ideia vastamente difundida. Segundo estas pobres almas, com aqueles jogadores, o Barcelona tinha obrigação de fazer mais e melhor. Mais significa para eles atacar mais; e melhor significa ser mais incisivo no ataque. Pormenor a mais ou menos é isto que defendem. É o que se pode chamar de um “erro de concordância entre o sujeito e o objecto”.

Meus caros, foi o Barcelona que tornou um conjunto de indivíduos reunidos numa fornada ímpar de jogadores. Desconfio que Busquets não passasse de um médio mediano em qualquer equipa. Desconfio que Piquet fosse um central banal em qualquer equipa. Desconfio que o próprio Xavi fosse apenas um bom jogador em qualquer equipa. Lembremo-nos que Xavi joga no Barça como titular desde os 20 anos e não é hoje o que era nos inícios da carreira. Desconfio até que o Iniesta não fosse mais do que um bom jogador em qualquer equipa. Para não falar do Villa, Pedro Rodriguez, Puyol. Claro que têm um extraterrestre, mas esse não conta, não é ele que faz o Barcelona actual; aliás, é o Barcelona que exponencia o seu génio. O Barcelona é único porque revolucionou o futebol desde a chegada de Don Pepe. Já sei que também ganhou com Riijkaard, mas não com este futebol. Basta verificar que o jogador mais caro contratado durante este período foi o que menos sucesso teve apesar de ser uma estrela mundial, Ibrahimovic. No dia que o Barcelona “fizer muito mais do que apenas trocar a bola e voltar a trocá-la”, deixará de ser o Barcelona da fornada ímpar de jogadores. Se o Barcelona quisesse golear os adversários não terminava os jogos com “770 passes correctos e 76% de posse de bola”. O Barcelona “termina os jogos com 770 passes correctos e 76%” porque “troca a bola e volta a trocá-la”. Podia jogar diferente? Podia. Mas não era a mesma coisa. Nem os jogadores, apesar de ostentarem a camiseta com os seus nomes gravados, seriam os mesmos.


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