Eu também faço parte de uma “raça de homens” que paga o que deve. Mas o problema não é esse. O problema é que o Estado, por culpas várias, não pode pagar a toda a gente que deve no prazo estipulado. E este governo tem escolhido sempre pagar aos credores financeiros da dívida pública. E nunca aos credores de trabalho, quer aqueles que descontaram toda a vida para ter uma reforma condizente, quer todos aqueles que têm vindo a ver os seus rendimentos brutalmente reduzidos apesar dos contratos sociais e laborais assinados e que entretanto foram “rasgados”.
A escolha é entre não pagar ou pagar tarde e mal. Eu sei que qualquer escolha é péssima, mas, infelizmente, não temos alternativa. Como estão as coisas corremos o risco de não pagar nada. Estamos na presença de um ciclo vicioso, apesar do governo nos querer vender a ideia do ciclo virtuoso.