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Set 08
publicado por brmf, às 14:51link do post | comentar

“Sou como o coveiro, não quero que ninguém morra, mas quero que a minha vida corra”. Lembrei-me deste ditado a propósito do acordo que o governo estabeleceu com as empresas de segurança privada no intuito de combater o, aparente, aumento de criminalidade. Sou um liberal e defendo o mínimo de funções possíveis para o Estado (dependendo do estado de desenvolvimento do País estas devem ser ajustadas). Mas acho que existem três áreas que o Estado deve manter sob sua exclusiva tutela: defesa nacional, justiça e segurança interna. Disto isto, não encaro como positivo qualquer acordo com empresas de segurança privada. Além da “doutrina” – e eu não gosto de doutrinas! -, existe um aspecto que não pode ser escamoteado: a procura por serviços de segurança privada depende do nível de insegurança que exista em determinado sítio. Se a segurança for máxima, a procura por estes serviços aproxima-se de zero. Um nível de insegurança elevado é bom para o negócio das companhias de segurança privada. É preferível aceitar um determinado nível de insegurança e manter esta função exclusivamente no Estado do que permitir esta intromissão (hoje é nas gasolineiras, amanhã será no café da esquina). Um dos mais altos rácios de polícia por cidadão da Europa tem que permitir ao Estado Português manter o nível de segurança num patamar aceitável.

 

(publicado também aqui)


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