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Mai 09
publicado por brmf, às 12:56link do post | comentar

A época da bola acabou e tal como prometido venho escrever um pouco sobre o Benfica e o que penso sobre o futuro: direcção, contratações e equipa técnica.

 

 

Para o bem do Benfica, o ideal seria marcar eleições antecipadas para que a próxima direcção tenha alguma – pouca – responsabilidade pela próxima época. Como já escrevi algures no passado, não sou daqueles que afirmam que uma época se prepara com muita antecedência, a prova disso mesmo tem sido o Benfica, há dois meses atrás o treinador da próxima época seria o Quique, agora é, dizem, o Jesus. Dois meses e meia-dúzia de resultados alteraram tudo. A treta da preparação atempada da época é isso mesmo, uma treta. No Benfica tem sido uma treta. Acho estranho que só em ano de eleições isso se torne prioritário. É tempo de mudar. Para melhor, claro. Para pior mais vale ficar com está, mas eu acredito que surjam alternativas credíveis. Gostava de ver uma direcção com Rui Costa a Presidente numa função mais institucional que desse uma imagem de credibilidade acrescida ao clube. E alguém no futebol mais “terrestre” que fosse mais “papagaio”, mais irreverente e mas agressivo sempre que fosse preciso. Olhem, por exemplo, quando as arbitragens nos prejudicassem. José Veiga parece-me um bom nome.
Defendo a estabilidade das equipas técnicas. Mas manter a estabilidade das equipas técnicas não é manter um treinador para a época seguinte para depois despedi-lo à primeira jornada. Ou seja, o que defendo é que se tomem decisões coerentes e decididas. Manter ou não Quique não deve depender da estabilidade, mas das certezas da afirmação dessa estabilidade. Estabilidade é o que o Sporting tem feito com Paulo Bento. Goste-se ou não de Paulo Bento ou goste-se ou não da direcção dos lags, eles são coerentes e afirmativos na decisão de tornar Paulo Bento numa referência dentro do clube. Gostava de ver isso no Benfica.
Quanto à planificação do plantel, o que defendo é que se mantenham os melhores e se dispensem os piores. Um chavão. É fácil. Se para manter os melhores for necessário não comprar outros, que se tome essa atitude. Considero que mais importante que a estabilidade do treinador é a estabilidade dos planteis. O treinador serve para treinar, o director desportivo serve para planear e projectar o plantel. Ouvir o treinador, mas manter a filosofia do clube. O Benfica é grande de mais para andar a mercê das birras dos seus treinadores. O treinador é que se deve adaptar ao clube e desejá-lo treinar, e não o contrário. Manter Luisão, Katsouranis, Reyes e Cardozo devia ser a prioridade das prioridades. Manter uma segunda linha de referências portuguesas também: Ruben Amorim, Miguel Vítor, Moreira e Nuno Gomes. Depois tentar manter Maxi, David Luiz, Sidnei e Urreta. Estes todos deviam ser a base da próxima época. Um onze quase inalterado. Os outros todos podem ser transaccionados desde que surjam propostas atractivas para poder reforçar o plantel para colmatar algumas fragilidades do plantel, com Dí Maria à cabeça pela mais valia financeira que pode representar. Mas Aimar, Balboa, Carlos Martins e Yebda também podiam ser boas opções para venda. Os restantes devem ser ponderados caso a caso dependendo das ofertas que surjam. Nenhum deles é imprescindível no plantel que eu imagino. Os jogadores a manter são 12 jogadores, mais alguns da formação e dos que sobrem dos que não se transaccionem devem completar uns 18/20 jogadores, pelo que ficariam a faltar três ou quatro reforços necessários, a saber: um defesa-esquerdo, um médio volante, um ponta-de-lança e um todo terreno do meio campo para a frente (jogar ao meio ou numa faixa). Sugestões: Ruben Micael, Nené, Evaldo e um reforço do mercado externo (parece que o Ramirez já está contratado, fico à espera de ser convencido). A minha opção ficava por jogadores portugueses ou familiarizados com o futebol português.
Mas o mais importante é a liderança e que aqueles que tomem decisões o façam com convicção.
Adenda às 16h30: o Coentrão também merece uma oportunidade.

 

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Caro B.,

Nuno Gomes no plantel?! Não achas que seria mais útil num qualquer cargo directivo?

Quanto a Luisão deveria ser aproveitado para fazer-se um bom encaixe financeiro. O brasileiro não é propriamente um jovem...

Quanto ao treinador: quantos já passaram pelo clube e queimaram-se. Será somente culpa do SL Benfica? Com o sistema vigente, nem com Mourinho lá íamos! Porque será que Manuel José abandonou esta imundície futebolística?
Dylan a 25 de Maio de 2009 às 15:14

Dylan,
Acho que Nuno Gomes e Luisão são dos poucos jogadores com estatuto (num sentido positivo) dentro do plantel. Acho que são necessárias referências mesmo que já não rendam o mesmo de outros tempos (Nuno Gomes parece-me ser um caso desses; Luisão acho que ainda tem muito para dar). Sem eles não estou a ver quais seriam as referências do plantel.

Acho que o sistema tem apenas alguma culpa no cartório, as principais debilidades são internas.

Anónimo,
Dí Maria parece ter mercado. Quanto aos outros é como digo: esperar que surjam boas propostas; se não surgirem parecem-me ser jogadores com qualidade, nomeadamente Yebda e Aimar. Martins foi uma decepção e Balboa parece mesmo um barrete...mas já vi barretes de primeira época afirmarem-se na segunda. P.e., Luisão quendo chegou parecia um grande barrete e é hoje em dia uma referência, um jogador de selecção brasileira.

Cumptos,



brmf a 25 de Maio de 2009 às 16:16

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