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Jun 09
publicado por brmf, às 14:47link do post | comentar

Depois de um longo tempo de ausência que isto não está para brincadeiras – quem me dera trabalhar na Portugália! -, venho deixar as minhas impressões sobre estas Europeias. Primeiro, como já foi dito por muita gente, esta campanha foi muito fraquinha. Programas nem vê-los, ideias muito menos. O Dr. Rangel promete coisas que já existem – Erasmus para o primeiro emprego quando os programas Leonardo Da Vinci e o Inov Contact servem para isso mesmo. O Dr. Vital, douto Doutor de Coimbra, associa o caso BPN ao PSD de uma forma, no mínimo, muito imprudente. Só espero que aquando das legislativas os socialistas não se vitimizem pela utilização do caso freeport. Já diz o ditado, “quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras ao telhado do vizinho”. O CDS simplesmente não tem programa como alertou o Pedro Correia no Delito de Opinião e que eu confirmei no site dos populares. O BE tem a vantagem de ter os melhores cartazes de campanha, aquela do “Porreiro para quem, pá?” está muito bem gizada, o problema são as ideias, e que grande problema são. A CDU aparece com o discurso de sempre, “mais salários, mais emprego, mais direitos, mais qualquer coisa, qualquer coisa mais”.

 

Mais a mais, isto é assim: as figuras gradas – expressão querida ao Dr. Vital Moreira – dos principais partidos estão eleitas, pelo que vou entreter-me a votar no MEP. Acho que a Dra. Laurinda Alves merece esta oportunidade. Um deputado eleito por um partido a solo terá tendência a trabalhar mais em vez de se esconder atrás dessas ditas figuras gradas dos partidos. Acontece aqui e acho que deve acontecer por lá. Por isso, o meu voto está entregue: MEP. Apesar de um conjunto de lugares comuns que o MEP apresenta – é um mal geral -, parece-me que a campanha deles foi muito positiva, principalmente na forma. E de conteúdo ninguém se pode orgulhar. A maior parte da discussão centrou-se em temas nacionais que o trabalho parlamentar na Europa para nada, ou quase nada, poderá contribuir.

 

Outra coisa que eu reparei nestas eleições para o parlamento europeu foi a grande rotação dos cartazes de campanha. Todas as semanas os cartazes eram substituídos por novos, alguns até muito parecidos (os do PS eram todos muito parecidos). Em tempos de crise é muito curiosa esta situação. Como notou o presidente da AEP, viva o espectáculo!

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